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A minha vocação? ?Se não me ajudas, eu vou morrer. Por favor, ajuda-me!?
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O meu nome é Bridget Eason. Nasci nos EUA, em Vancouver, Washington, a 3 de Maio de 1980. Cresci numa família muito católica. Comecei a experimentar beber e tomar medicamentos do meu pai com 12/13 anos, com os meus amigos na escola.

Eles começaram a notar a mudança negativa no meu comportamento e decidiram, tal como os meus irmãos, tirar-me do ensino público. Perto de casa e num ambiente religioso fizeram-me desejar os bens espirituais. Comecei a ler vidas de santos, o que me deu entusiasmo para querer aproximar-me de Deus.

Tinha 14 anos. Esta imersão em oração e silêncio durou aproximadamente um ano. Devagarinho comecei a deixar de ler, de rezar o rosário todos os dias, de fazer sacrifícios… isto abriu caminho à indiferença e ao desejo das coisas mundanas. Comecei a ouvir música barulhenta. Escapava-me à noite com os meus amigos para ir às festas, mentia aos meus pais e dizia que ia para um lugar e, na verdade, ia para outro. Isto durou três anos.

O que me oprimia não era a maneira como eu dirigia a minha vida, mas a maneira como viviam os meus amigos. Encontrava-me com eles, basicamente, para os chamar ao bom caminho. A minha mãe dizia-me: “Bridget, se permaneces muito tempo no lixo, sairás

a cheirar a isso!” Claro que eu dizia sempre que ela se enganava. Um dia, abri os olhos diante da minha fragilidade. A minha mãe tinha razão! Tudo era tão escuro e sem sentido que o único desejo que tinha era o de morrer. Seria a única forma de acabar com o sofrimento. Um dia, fui ao quarto dos meus pais, onde o meu pai, que era polícia, guardava uma arma numa gaveta. Abri a gaveta e olhei a arma enquanto chorava. A tentação de me suicidar era esmagadora. Acima da cama dos meus pais estava um quadro do Sagrado Coração de Jesus, olhei para Ele e disse numa voz forte: “Se não me ajudas, eu vou morrer. Por favor, ajuda-me!” Deixei o quarto incapaz de tirar a minha vida (graças a Deus).

Naquela noite deitei-me exausta. Uma das minhas irmãs viu-me tão triste que me disse: “Amo-te Bridget!” Se ela soubesse o quanto precisava daquelas palavras! Alguém me amava...

 

A vinda para Portugal

Dias mais tarde, a minha mãe convidou-me a fazer uma viagem com ela, o meu pai e o meu irmão mais novo, a Fátima. Eu aceitei, já que pagavam tudo. Parámos em frente de uma pequena casa de irmãs, as irmãs da Aliança de Santa Maria. Fui forçada, pelo meu pai, a entrar na casa. A princípio, não gostei das irmãs… Uma irmã atraiu a minha atenção. Era jovem, divertida e fora do comum, gostei mesmo dela!

Um dia falei com uma delas como nunca o tinha feito antes com ninguém! Depois desta conversa senti necessidade de rezar mais e desde então decidi rezar o rosário todos os dias. Sentia-me cada vez mais atraída pelas irmãs, havia algo misteriosamente alegre que eu queria para mim. De repente, comecei a questionar-me sobre a hipótese de também eu ser uma irmã. Muitas dúvidas afluíam à minha mente e ao meu coração.

Confiei à Irmã Ângela estas dúvidas. Olhou-me e disse duvidosamente: “São pensamentos bonitos, Continue a rezar!” Provavelmente pensou: “Esta menina, uma religiosa?” Fiz como ela disse: adormecia com o terço nas mãos e “Smashing Pumpkins” nos ouvidos. Algo dentro de mim me atraía para a vida religiosa. A minha cabeça dizia uma coisa e o meu coração outra, até que disse à Ir. Ângela que o meu lugar, de facto, era com elas. Depois de muita luta interior, fiz a minha consagração ao Coração Imaculado de Maria. Posso dizer verdadeiramente o dia mais feliz da minha vida! Adormeci a sorrir e acordei a sorrir, era uma alegria que nunca tinha experimentado na vida! Uma alegria cheia de paz! Voltei à Califórnia no fim de Fevereiro, vendi tudo o que tinha e, no dia 17 de Março, voltei a Fátima e entreguei a minha vida a Cristo através do Coração Imaculado de Maria, a 19 de Março de 1998.

Estou cá há dez anos e durante este tempo tenho descoberto que só em Cristo a vida tem sentido. N’Ele há razão de existir e só isto faz com que a vida seja de facto digna de ser vivida e alegre! O rosário foi o caminho que me trouxe até Cristo e me deu a coragem de aceitar o chamamento e abraçá-lo.

Bridget Eason
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