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Editorial: As Jornadas
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Recordo ainda como alguns amigos franceses, cristãos desde sempre, ficaram surpreendidos com as Jornadas Mundiais da Juventude em Paris, com o que tinham conseguido erguer, e como tinham conseguido dar acolhimento a tantos milhares de jovens.
Foi um marco para os católicos franceses, que viram a sua capital invadida por centenas de milhares de jovens cristãos, que não provocaram qualquer distúrbio, mas antes tinham ido ao encontro de um velho homem, João Paulo II, que lhes sabia falar, e que, sobretudo, lhes falava com coragem e “sem descontos” daquele que era a razão de tudo: Jesus ressuscitado. Para jovens e menos jovens, foi um marco na sua vida de fé.
As Jornadas Mundiais da Juventude começaram por ser uma “peregrinação” que, de 4 em 4 anos, num ponto diferente da terra, foi juntando jovens do mundo inteiro que, desse modo, procuravam fazer uma preparação do Jubileu do ano 2000. Contudo, passado o Jubileu, a dinâmica não enfraqueceu nem desapareceu. Tornou-se antes como que um apontamento marcado com antecedência – um encontro com o Papa e com Jesus; um encontro com a Igreja nos seus diferentes rostos, com os seus diversos modos de expressar o Evangelho. Um apontamento a que não se falta, a não ser por motivo de necessidade.
Certamente, nem todos os jovens que agora se preparam para caminhar até Madrid ao encontro do Papa Bento XVI serão cristãos completamente empenhados na vida das suas paróquias ou dos seus movimentos. Muito possivelmente, também não o serão depois do regresso. Mas o facto é que, de uma forma ou de outra, todas aquelas centenas de milhares de jovens que vão estar em Madrid vão fazer a experiência, pelo menos durante alguns dias, do que é ser Igreja e de que é possível o encontro com Jesus, vivo e ressuscitado, fonte de vida e de paz. E isso é qualquer coisa que não esquecerão nunca e que, quando o seu coração se dispuser a esse encontro sério e fundamental para a vida de qualquer ser humano, dará fruto e fruto abundante, não apenas para a Igreja mas também para o mundo inteiro.
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