|
|
Cáritas de Lisboa |
|
apagar
Patriarca lembra que “a caridade é a marca do cristão”
|
O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, no final da tarde desta quarta-feira, 16 de setembro, à Missa de tomada de posse dos novos órgãos dirigentes da Cáritas Diocesana de Lisboa, na Igreja de Santa Clara, em Chelas, e apresentou a caridade como centro da vida cristã, sublinhando que amar não é apenas um sentimento ou uma intenção, mas uma ação concreta ao serviço dos outros.
Na saudação inicial, o Patriarca D. Rui Valério destacou a tomada de posse dos novos órgãos dirigentes como um momento de ação de graças pela missão da Cáritas Diocesana de Lisboa (CDL). “É belo constatar como o Senhor, através do amor, através da caridade, nos interpela permanentemente a transformar sentimentos, a transformar princípios, a transformar valores, a transformar mundos interiores que são os nossos”, afirmou.
Na presença de Frei Tibério Zílio, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que é pároco do Vale de Chelas e assistente espiritual da Cáritas de Lisboa, do Padre José Manuel Pereira de Almeida, que o antecedeu no cargo na CDL, e ainda de Frei Andrea Scalvini, vigário paroquial (coadjutor) do Vale de Chelas, o Patriarca sublinhou ainda que esta transformação conduz ao encontro concreto com os mais frágeis: “A partir desse coração preenchido de amor, também as nossas mãos se tornam obreiras em nome desse mesmo amor. Também os nossos pés vão ao encontro dos necessitados, o nosso olhar que não passa desatento com quem nos cruzamos, particularmente os mais frágeis”.
“A perfeição consiste no amor”
A Missa marcou o início de funções dos novos órgãos dirigentes da Cáritas Diocesana de Lisboa e foi, nas palavras do Patriarca, um momento de ação de graças pelo percurso da instituição, que definiu como um caminho de “santidade e de satisfação aos irmãos”. Partindo do “hino da caridade” de São Paulo, D. Rui Valério afirmou, na homilia, que este texto pode ser assumido como referência para a missão da Cáritas de Lisboa. “A perfeição na perspetiva bíblica, evangélica, cristã consiste no amor, no amor ao jeito e ao espírito de Jesus Cristo”, afirmou.
Para o Patriarca, este amor é “infinito e gratuito” e concretiza-se através da ação. “Amar, este hino da caridade, assim como para o Evangelho e para toda a relação de amar, é um fazer, aliás, é um saber fazer”, explicou.
D. Rui Valério destacou ainda que a ação realizada por amor nasce do interior da pessoa: “Quando se ama e quando a obra, a ação é feita no amor, aquilo que mobiliza essa ação, aquilo que mobiliza esse gesto, aquilo que mobiliza a atitude, provém sempre do nosso interior”.
“A caridade é a síntese de toda a nossa vida”
Na reflexão sobre o hino de São Paulo, o Patriarca sublinhou também que “quem ama verdadeiramente não procura o próprio interesse”, recordando que a caridade “não se irrita, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
É neste amor que, segundo D. Rui Valério, se encontra a identidade do cristão: “Enquanto nós caminhamos na terra, há uma coisa muito bela de dizer: é que o amor, a caridade é a marca, é o distintivo”.
Recordando depois a expressão atribuída a Santo Agostinho ‘Ama e faz o que quiseres’, o Patriarca afirmou que “a caridade é a síntese de toda a nossa vida, daquilo em que cremos e daquilo que fazemos”. “O amor é a essência do próprio Deus”, acrescentou, sublinhando que “é o amor que dá sentido à vida, é o amor que confere beleza, é o amor que consegue transmitir luz onde existencialmente só existem trevas, noite e escuridão”.
Oração a Nossa Senhora
No final da celebração, o presidente da Cáritas Diocesana de Lisboa, Luís Macieira Fragoso, chamou para junto do altar cada um dos novos membros da direção – com exceção de um elemento, que não pôde comparecer –, bem como a diretora executiva da instituição, Carmo Diniz, e pediu “a oração toda a comunidade” para que estes responsáveis sejam “capazes de levar por diante esta missão”.
D. Rui Valério agradeceu, “em nome do Patriarcado de Lisboa”, a cada um dos novos membros, deixando uma “palavra e um sentimento de gratidão pelas maravilhas que o Senhor fez nas vossas vidas e pela vossa disponibilidade em servir”.
Voltados depois para uma imagem de Maria, os novos órgãos dirigentes da Cáritas Diocesana de Lisboa, acompanhados de toda a assembleia, elevaram uma oração a Nossa Senhora, a que se seguiu, após a bênção, a tradicional ‘foto de família’.
![]() |
Tony Neves
‘Não sejais meros espectadores da história, descei à rua e sede os atores principais da mudança’...
ver [+]
|
![]() |
Guilherme d'Oliveira Martins
De um modo persistente e sem interrupção o Papa Leão XIV tem prosseguido um combate permanente por uma Ética de Paz.
ver [+]
|
![]() |
Tony Neves
O Papa Leão XIV visitou Angola há 3 meses. O tempo vai passando e decantando o essencial dos seus gestos e palavras.
ver [+]
|
![]() |
Guilherme d'Oliveira Martins
A primeira encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas”, centra-se num tema de grande...
ver [+]
|