Todos somos convidados a dar relevo aos acontecimentos destas datas, que encerram em si a alegria de agradecer a Deus pelo dom da vida; pela fé que recebemos no Baptismo e que se alimenta da Palavra de Deus e dos Sacramentos; e pela construção de famílias fortes capazes de gerar vida cristã no testemunho de valores que formam os construtores do amanhã.
Manifestar a alegria da família
Na festa da Sagrada Família de 1993 teve início em toda a comunidade eclesial o «Ano Internacional da Família». Esta foi uma iniciativa promovida pela Organização das Nações Unidas: fazer de 1994 o Ano Internacional da Família. E toda a Igreja se associou, desejando tomar parte nesta iniciativa da ONU, tomando-a como própria e “levando-a a todas as nações” (Mt 28, 19).
O Ano Internacional da Família foi uma das significativas etapas na preparação para o Grande Jubileu do ano 2000 que assinalou o fim do segundo e o início do terceiro milénio do nascimento de Jesus Cristo. Foi um tempo de oração como via de união no amor e na verdade das famílias, chamadas «igrejas domésticas».
Este parece um acontecimento já muito distante no tempo. Porém, a essência do que foi o Ano Internacional da Família mantém-se perfeitamente actual e é até necessário reavivar a toda a sociedade portuguesa a dignidade do matrimónio e da família, quando nunca como agora houve tantos ataques à instituição família.
O Papa João Paulo II, na sua Carta às Famílias, já alertava para uma atenção especial às famílias em dificuldade ou em perigo, as famílias desanimadas ou divididas e até as que se encontram em “situação irregular” conforme é referido na exortação apostólica Familiaris Consortio, n. 79-84. Todos precisam de se sentir integrados e membros da Igreja que acolhe. E isso é tarefa de todos em espírito de missão, abraçando a todos com as ternas palavras da oração «Pai Nosso».
Pode-se então perguntar: Como podemos agir para mostrar o amor e a solicitude por todas as famílias? A melhor resposta vem do exemplo e do testemunho. É preciso testemunhar aos casais mais jovens que a família se constrói dia-a-dia, no meio de ilusões e desânimos, de lágrimas e de grandes alegrias. E nada melhor do que fortalecer a relação entre os membros da família pela força da Palavra de Deus.
“Onde estiverem reunidos, em Meu Nome, dois ou três, Eu estou no meio deles” (Mt 18, 20)
Não precisamos de ter um novo Ano Internacional da Família para testemunhar o amor por todas as famílias. Mas temos sempre ao nosso dispor a riqueza da liturgia que nos vai dando ao longo do ano diversos momentos de especial atenção e de graças pelo dom da família.
No próximo dia 25 de Março todos temos a oportunidade de dar um testemunho de fé e de agradecimento pelo dom da vida. Celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor. Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o nascimento de Jesus. Este é, portanto, um excelente momento para que cada comunidade convide as mulheres grávidas para, em família e com a grande família cristã, se fazer homenagem à criança, ao seu direito de nascer e de ser amada.
Será bom estimular em cada comunidade uma participação especial daquelas famílias que conhecemos e sabemos andarem mais afastadas da Igreja. É espírito de missão provocar o anúncio do amor de Deus por todos: pela participação nesta solenidade conseguiremos o objectivo de suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.
Exortamos as comunidades da diocese de Lisboa a fazer deste dia, um dia especial em homenagem ao novo ser humano, à criança, que ainda vive dentro da barriga da mãe, e que tem o direito à protecção da sua vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio.
Citamos da conclusão da Familiaris Consortio: “compete aos cristãos a tarefa de anunciar com alegria e convicção a «boa nova» acerca da família, que tem necessidade absoluta de ouvir e de compreender sempre mais profundamente as palavras autenticas que lhe revelam a sua identidade, os seus recursos interiores, a importância da sua missão na Cidade dos homens e na de Deus.»
Sendo uma festa do Senhor, a Solenidade da Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa profundamente mariana. Na verdade, foi pelo Sim de Maria que a Encarnação se realizou e a Nova Aliança se estabeleceu.
A visita do Santo Padre
Não se pode entender a visita de Bento XVI a Lisboa sem a visão do todo que é a sua visita pastoral a Portugal. Há, porém, um sentido generalizado das comunidades da diocese de Lisboa para a importância desta visita que passará por: reavivar a nossa fé, dinamizar a nossa esperança e revigorar a nossa caridade.
Será certamente uma visita que atravessará toda a sociedade – crente e não crente – e por isso mesmo as famílias da diocese terão assim a oportunidade de se revelarem a Portugal e ao mundo como famílias felizes na aceitação das propostas que Bento XVI lhes trará.
Será muito bonito ver as famílias, identificando as paróquias a que pertencem, estarem em Lisboa para receber o Papa e no fim do dia 11 de Maio participarem com muita alegria na celebração eucarística que terá lugar no Terreiro do Paço.
Vêm muito a propósito as catequeses quaresmais que temos à nossa disposição como instrumentos de preparação espiritual para a visita de Bento XVI. Só com uma preparação regularmente assente na Doutrina da Igreja e agora especificamente através destas catequeses, poderemos ter famílias que mostrem ao mundo um rosto de gente salva pela fé e pelos sacramentos. É importante que abramos o coração a Cristo que quer actuar em nós para nos redimir e transformar a mente e o coração, libertando-nos do mal que nos assola dia-a-dia.
Bodas Matrimoniais
A diocese de Lisboa vai assinalar no próximo dia 16 de Maio as Bodas Matrimoniais dos casais que, no presente ano, completam 25 e 50 anos de matrimónio.
O encontro terá lugar nos Jerónimos, domingo 16 de Maio a partir das 14h30, seguido de missa às 16h00, presidida por Sua Eminência Reverendíssima o Senhor Cardeal-Patriarca. Será um encontro das famílias de Lisboa com o seu Bispo, agradecendo a Deus a caminhada que têm feito na construção da família e da sociedade.
Lisboa precisa deste momento de intimidade com Deus e com a Igreja, pois estes casais testemunharão que Jesus Cristo os tornou novas criaturas, fazendo comunhão com eles e conduzindo-os à intimidade do Pai. Deste modo, se dará expressão à verdade da nossa condição de criados por amor e para o amor.
Os casais que fazem as suas bodas de prata e bodas de ouro sabem que Jesus, assumindo-se no Nós da intimidade trinitária, revela quanto Deus se empenha no presente e no futuro dos que reúne à sua volta: Quem me ama… meu Pai o amará; nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada… E o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome vos ensinará… e vos recordará tudo o que Eu vos disse (cf. Jo 14).
O eis-Me de Deus para nós, deve ser correspondido pelo eis-me de nós para Deus. Se guardarmos a sua Palavra, acontecerá essa correspondência. Afinal tudo assenta no sentido do matrimónio, como singular comunhão de duas pessoas que se aceitam e se comprometem diante de Deus e da Igreja, como lhes recorda o celebrante no momento em que trocam o consentimento.
![]() |
Guilherme d'Oliveira Martins
O périplo africano do Papa Leão XIV constitui no momento atual motivo de séria reflexão, pela importância...
ver [+]
|
![]() |
Tony Neves
Aterrei na Cidade do México e, ao sobrevoar, deu para perceber a sua enorme dimensão. Segundo estatísticas,...
ver [+]
|
![]() |
Tony Neves
Mértola é uma vila inspiradora e as localidades do município são belas e acolhedoras. Visitei diversas...
ver [+]
|
![]() |
Tony Neves
Mértola é uma Vila muito interessante, banhada pelas águas do Guadiana, que transpira história por...
ver [+]
|