Na Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) que reuniu online mais de mil jovens, o Cardeal-Patriarca de Lisboa deixou o desafio a seguir o exemplo da “compaixão” de Jesus e pediu “proximidade”. Mesmo com as restrições aos contactos físicos, “há sempre maneira de chegarmos ao coração dos outros”, defendeu D. Manuel Clemente.
“Compaixão – esta palavra é o segredo da atuação de Jesus”, começou por definir o Cardeal-Patriarca de Lisboa, na catequese proferida na tarde do passado Domingo, 21 de março, na Jornada Diocesana da Juventude que, este ano, devido à pandemia, decorreu via Zoom. A partir da leitura do Evangelho que relata a Ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17), D. Manuel Clemente apelou aos jovens para não passarem adiante dos problemas sem se compadecerem. “Salvo muitos exemplos que, agora, neste tempo de pandemia têm sido muito férteis, nós compadecemo-nos pouco”, alertou. “Jesus não passa adiante... Jesus repara naquele cortejo fúnebre e compadece-se. Esta é a chave do Evangelho. Este é um Deus que repara em nós, como nós estamos, em qualquer situação que seja e, sobretudo, nas situações de maior abatimento”, sublinhou o Cardeal-Patriarca nesta intervenção que se inseriu no itinerário ‘Rise up’, no contexto de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023. “Quando, daqui a algum tempo, nos encontrarmos na Jornada Mundial da Juventude, vindos de todo o mundo, poderemos compartilhar esse Jesus que em cada um se repercute neste ‘hoje’ constante que nunca mais acaba. Jesus é sempre o ‘hoje’ de Deus”, afirmou D. Manuel Clemente, lembrando que “já só faltam 27 meses” para Lisboa receber o encontro internacional de jovens.
Ir ao encontro dos outros
Nesta iniciativa organizada pelo Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa e que teve como tema ‘Levanta-te e vive’, o Cardeal-Patriarca incidiu a sua reflexão também no facto de “Jesus não se ter compadecido de longe, mas ter-se aproximado e tocado” o jovem que é apresentado no Evangelho de São Lucas. Mesmo que a atual pandemia restrinja os contactos físicos, “há sempre maneira de chegarmos ao coração dos outros”, considerou. “Há tanta gente, à nossa volta, à espera que façamos como Jesus, ou seja, que lhe cheguemos com uma Palavra” para dizer: “Não definhes, não fiques encerrado em ti próprio, mas levanta-te, ressurge, vamos embora – que quer dizer ‘em boa hora’!”. “Esta é que é a boa nova!”, concluiu D. Manuel Clemente.
No final deste encontro online, o Cardeal-Patriarca de Lisboa anunciou que a próxima edição da JDJ vai decorrer ainda este ano, no dia 21 de novembro, Solenidade de Cristo Rei - data indicada pelo Papa Francisco para assinalar edição diocesana da Jornada Mundial da Juventude. “Esperemos que já nos possamos encontrar presencialmente”, desejou D. Manuel Clemente. O diretor do Serviço da Juventude, João Clemente, indicou que o local escolhido é Queluz, retomando assim os trabalhos já desenvolvidos pela organização para a Jornada Diocesana da Juventude de 2020 que foi cancelada, devido à pandemia.
![]() |
Tony Neves
‘Não sejais meros espectadores da história, descei à rua e sede os atores principais da mudança’...
ver [+]
|
![]() |
Guilherme d'Oliveira Martins
De um modo persistente e sem interrupção o Papa Leão XIV tem prosseguido um combate permanente por uma Ética de Paz.
ver [+]
|
![]() |
Tony Neves
O Papa Leão XIV visitou Angola há 3 meses. O tempo vai passando e decantando o essencial dos seus gestos e palavras.
ver [+]
|
![]() |
Guilherme d'Oliveira Martins
A primeira encíclica do Papa Leão XIV, “Magnifica Humanitas”, centra-se num tema de grande...
ver [+]
|