Olá, em primeiro lugar queria agradecer à minha amiga Virgínia Monteiro, que me lançou este desafio para meditar um pouco sobre a Palavra de Deus.
A passagem que eu escolhi é uma passagem já muito conhecida, do Filho Pródigo, do Evangelho de São Lucas, do capítulo 15, versículos 11 a 32. Vou só referir, aqui, uma pequena passagem desta parábola, quando o filho retorna a casa, vai ter com o pai e diz: «‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Trazei depressa a mais bela túnica e vesti-lha; ponde-lhe um anel para o dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e encontrou-se’.»
Escolho esta passagem porquê? Porque é aqui que Jesus nos mostra este pai cheio de misericórdia, disposto a acolher o seu filho, que achava que ia encontrar um pai que o ia repreender e que afinal encontra um pai cheio de amor, que o acolhe e faz uma grande festa. É este Pai que eu conheço e que eu procuro, e sei que às vezes sou como este filho, também me perco e também me desvio do meu caminho. O que Jesus nos faz é um convite ao arrependimento, à conversão e também, acima de tudo, à confiança. Confiar neste Pai que sempre nos acolhe. Refiro também aqui a presença do outro filho, o filho mais velho que, de alguma forma, fica indignado com o pai. Nós, muitas vezes, também somos assim porque dizemos: “Mas eu estive sempre lá e tu parece que não reconheces esse valor”. Também a esse filho, o pai tem uma palavra a dizer – e Deus tem sempre uma palavra a dizer-nos: “Mas tu estás sempre comigo e o que é meu é teu”. Refiro ainda mais uma coisa que me lembrei, nestes últimos dias, a meditar mais nesta palavra: Jesus deixa-nos também um convite a sermos como este pai em relação ao nosso irmão, a também sabermos acolher, a sabermos perdoar e a recebê-lo, também, de braços abertos.
Queria agora deixar o desafio à minha amiga Ana Palma, para que também ela participe neste Bible Challenge.
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