Em primeiro lugar, gostaria de agradecer à Maria Durão este desafio que me lançou. A minha escolha da Sagrada Escritura está na primeira epístola de São João. Eu gostaria de destacar duas passagens. A primeira é: «Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus» (1 Jo, 4, 7). E a segunda: «A Deus nunca ninguém o viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o Seu amor chegou à perfeição em nós» (1 Jo, 4, 12).
O primeiro pensamento que João me provoca é muito simples e traz-me uma enorme alegria e uma enorme paz. É que Deus é, essencialmente, amor. Esse amor é revelado em nós e permanece em nós. O segundo pensamento tem a ver connosco que somos o foco desse amor gratuito e somos também os protagonistas dessa criação divina. Ver a Deus – no sentido terreno – é uma busca que não faz sentido. E eu penso que a inspiração que João me dá é que, amando a Deus e aos outros, faz com que eu própria consiga conhecer Deus. E sobre ‘amar’, felizmente, os nossos líderes espirituais têm-nos dado muitas pistas. Lembro-me da Encíclica de Bento XVI [Deus Caritas Est] e das muitas palavras do Papa Francisco, nomeadamente numa manhã de Domingo quando nos disse que o amor a Deus e o amor ao próximo são duas faces da mesma medalha”. E dizia mais: nós temos muita sorte porque temos um exemplo concreto deste amor, na figura e na vida de Jesus Cristo. Jesus punha este amor não no alto, mas no centro, nos nossos corações”. Porque é do cora
Recordo-me muitas vezes destas palavras de João e de um repto que me foi lançado, há muitos anos, há mais de 20 anos, através de uma homilia de uma qualquer quarta-feira, em Chicago – onde eu vivia –, na qual o sacerdote nos disse: “Cuidado como amas, cuidado como vives. É que podes ser o único Cristo na vida de muitos”. Será que somos capazes?
Por falar em reptos, é com muito gosto que agora lanço o mesmo repto para escolher uma passagem da Sagrada Escritura à minha mãe, Maria do Rosário Carneiro.
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