Situada no Largo Trindade Coelho, em Lisboa, entre o edifício da Santa Casa da Misericórdia e a Igreja de São Roque, a estátua de padre António Vieira, inaugurada no passado dia 22 de junho, homenageia quem deixou “um legado imenso”, segundo o Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente.
“O padre António Vieira não se ficava apenas pela restauração política, ele queria uma restauração do país também em termos evangélicos, cristãos, universalistas. E no que fez, no que disse, no que pregou, ele é, para todos nós, um símbolo do que é assumir um país com um projeto coletivo e deixou-nos um legado imenso”, referiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa, na cerimónia de inauguração, durante a qual benzeu a estátua. “Fazia falta, aqui, neste monte”, justificou, ainda, D. Manuel Clemente.
A estátua teve o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), com o provedor da instituição, Pedro Santana Lopes, a considerar que “a criação da estátua do padre António Vieira era uma questão de justiça” a “um símbolo grande da cultura portuguesa”. “Havia esta injustiça, ele nunca tinha tido uma estátua – que se saiba – em Portugal. O resultado desta obra é bonito. Todos nos esforçamos por fazer cidade de uma maneira ou de outra, e a Santa Casa procura cumprir o seu dever, respeitando a história, recuperando e criando património novo”, manifestou Santana Lopes. Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, sublinhou a justiça de a cidade ter agora uma estátua de padre António Vieira. “Era verdadeiramente notável como é que uma das maiores personalidades do pensamento não tinha a devida expressão pública de reconhecimento”, frisou Medina, salientando “o papel” da SCML e do provedor nesta iniciativa que nasceu em conjunto com a autarquia. O reitor da Igreja de São Roque, padre António Vaz Pinto, considerou ser “um dia grande, em que se repara uma grande injustiça e homenageia um grande homem em bronze e em palavra”.
Escolhida entre 16 candidaturas, após concurso público lançado em janeiro de 2016, a estátua em bronze é da autoria de Marco Fidalgo, formado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto. “Não sou um homem de discurso, sou um homem das matérias poéticas e isto nasce de um processo evolutivo. É em bronze, mas nasce do barro. Demorou sete meses a executar”, salientou o escultor.
O padre António Vieira, jesuíta, a quem Fernando Pessoa chamou “imperador da língua portuguesa”, é considerado uma das mais influentes personagens portuguesas do seu tempo. Nasceu em 1608, em Lisboa, e faleceu em 1697 na Baía, no Brasil. Foi homem de confiança do Rei D. João V, que o enviou pela Europa em missões diplomáticas. Orador privilegiado da Companhia de Jesus, atraía multidões em Lisboa com os seus sermões, alguns dos quais proferidos na Igreja de São Roque, à época casa professa desta Ordem.
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