Antes ainda de ser ordenado presbítero, Moisés Herves Jimenez, do Seminário “Redemptoris Mater”, em Caneças, escreveu um pequeno testemunho onde fala da sua vocação. O Jornal W publica a história de vida do agora padre Moisés, escrita para a revista Novellae Olivarum, do Seminário dos Olivais.
Em vésperas de ser ordenado presbítero, o meu testemunho só pode ser um cântico de louvor e de acção de graças ao Senhor. Na minha infância e adolescência, nunca me passou pela cabeça a ideia de ser padre, mas estas etapas da minha vida foram profundamente marcadas por dinâmicas evangelizadoras e missionárias.
Tinha eu três anos e meio quando parti com os meus pais para uma itinerância em família, através do Caminho Neocatecumenal. Em 1983, esta missionação em família era coisa muito estranha e muito rara, mas foi ela que me trouxe de Sevilha para Portugal. A minha casa era um lugar de passagem não só dos outros membros da equipa dos meus pais (um padre e um seminarista ou jovem leigo) mas de muitas outras pessoas ligadas à evangelização: padres, casais, jovens, seminaristas…Foi sendo habitual para mim ver pessoas deixarem tudo e partirem para a missão movidas por um grande amor a Jesus Cristo e à Igreja. Hoje não sei como louvar e bendizer o Senhor por ter crescido nesta família que através desta forma de iniciação cristã procurava viver o Evangelho e transmitir a fé aos filhos. Através da minha família Deus deu-me de bandeja o maior tesouro, a maior herança: a fé cristã.
Essa fé foi para mim um ancoradouro seguro quando na minha juventude se levantaram grandes ondas que me arrastavam para um mar sem porto, para uma vida sem sentido. A pequena comunidade neocatecumenal em que fui caminhando a partir dos meus treze anos foi para mim uma presença muito concreta da Igreja que, como mãe carinhosa ia cuidando de mim, lavando as minhas feridas, libertando-me dos enganos do maligno, fazendo que em mim se realizasse aquela passagem “da fé para a fé”, de que fala S. Paulo: da fé recebida dos meus pais para uma experiência pessoal de encontro com Cristo ressuscitado, actuante na minha realidade concreta.
Graças a esta experiência e aos Encontros Mundiais da Juventude fui-me tornando capaz de escutar o chamamento do Senhor para O seguir. A princípio, não via este seguimento na perspectiva do sacerdócio ministerial, mas pouco a pouco foi-se tornando claro. Toda a caminhada do seminário no discernimento vocacional e na formação para o ministério foi para mim como um namoro com Cristo. Foi Ele que me prometeu antes de entrar no seminário: “Eu mesmo vou seduzir-te, conduzir-te ao deserto e falar-te ao coração. Eu te desposarei comigo para sempre, Eu te desposarei comigo na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei comigo na fidelidade, e tu conhecerás o Senhor”.
Assim foi acontecendo… E agora chega o momento de Lhe entregar inteiramente a minha vida para O servir, associado ao ministério dos apóstolos. Que tarefa tão grande e tão sublime para um homem como eu! Como será isto?
Vamos ver…
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