Editorial |
P. Nuno Rosário Fernandes
Ser missão
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Na passada segunda-feira, dia 7 de novembro, assinalaram-se 300 anos da qualificação Patriarcal da Diocese de Lisboa. A 7 de novembro de 1716, o Papa Clemente XI atribuía, assim, pela bula In supremo apostolatus solio, o título de Patriarcal à Capela Real de Lisboa. Esta qualificação alargou-se, a partir de 1740, a toda a diocese, passando, então, a designar-se por Patriarcado. O Patriarcado é a Diocese de Lisboa, hoje com uma área geográfica que se estende desde o centro da cidade de Lisboa até à Benedita, constituída por 285 paróquias e onde colaboram 461 sacerdotes (registados nos serviços da Cúria diocesana).

O título de Patriarcado e, sobretudo, o de Patriarca é, muitas vezes, conotado com se tratasse de uma alta função de governo na Igreja portuguesa. Um pouco como se o Patriarca de Lisboa, hoje D. Manuel Clemente, fosse o chefe da Igreja em Portugal, com a capacidade e o poder para responder e resolver todas as questões que surgem na Igreja portuguesa. No entanto, não é assim. Apesar de, atualmente e até novas eleições, o Patriarca de Lisboa ser o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, ele é o Pastor da Igreja diocesana de Lisboa. Segundo o Código de Direito Canónico, a diocese é “a porção do povo de Deus que é confiada ao Bispo para ser apascentada com a cooperação do presbitério”. Logo, isto significa que a ‘porção’ confiada ao nosso Pastor, D. Manuel Clemente, é a de Lisboa e, para a governar, tem os seus diretos colaboradores, os presbíteros, que o representam nas paróquias e em tantas outras estruturas e outros dinamismos eclesiais.

O título de Patriarcado é atribuído, há 300 anos, como reconhecimento pelo papel missionário, exercido na propagação da fé em lugares de missão. Uma missão que hoje se prolonga cá dentro, em tantos lugares, onde Jesus Cristo ainda precisa de chegar e junto de tantos corações que precisam de se abrir.

Talvez seja mesmo esse o problema: os corações fechados, convictos das suas certezas e doutrinas pessoais. A mensagem de Jesus Cristo tem mais de dois mil anos e ainda hoje é novidade, apesar de muitos a quererem fazer passar por ultrapassada. É uma Mensagem que, se permitirmos, faz-se presente na vida, é vida e dá vida. Por isso, 300 anos depois e às portas da realização de um Sínodo Diocesano, o desafio atual da nossa diocese, ou seja, de cada um de nós, é o de ser missão. Não fazer missão, mas ser missão com tudo o que isso implica: “Sair de si para que o outro tenha espaço, e sair para chegar onde habitualmente não chegávamos”, aponta D. Manuel Clemente.

 

P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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