O Cardeal-Patriarca de Lisboa espera que as famílias tenham “um lugar prioritário na vida eclesial”, como “pede” o Papa Francisco. “Na verdade, podemos enunciar o nosso programa-calendário numa frase como esta: ‘a família como critério e a misericórdia como alma’”, escreve D. Manuel Clemente.
Na introdução ao Programa e Calendário do Patriarcado de Lisboa para o ano pastoral 2016-2017, o Cardeal-Patriarca sublinha que o próximo ano pastoral na diocese “está marcado pela preparação, realização e receção do Sínodo Diocesano (30 de novembro – 4 de dezembro)” e pelo “tricentenário da nossa qualificação “patriarcal” (Papa Clemente XI, 7 de novembro de 1716)”. Para D. Manuel Clemente, a missão “conta hoje, talvez mais do que nunca, com o papel das famílias na sociedade e na Igreja”. “Mais ainda do que chamar a atenção para o enfraquecimento social que deriva do enfraquecimento da família, o Papa Francisco pede que lhe demos um lugar prioritário na vida eclesial. Tão prioritário que torna a família e a familiaridade em critério da vida eclesial no seu todo. Temos muito a fazer, certamente, em relação a esta centralidade da família nas nossas comunidades, como objeto de trabalho pastoral prioritário. Mas também como sujeitos de ação pastoral, que as famílias hão de ser”, destaca.
Na apresentação do próximo ano pastoral, o Cardeal-Patriarca centra a missão nas famílias: “Famílias para fortalecer a sociedade, famílias para construir a Igreja, como família de famílias. Sem esquecer que, precisamente assim, ninguém ficará só e abandonado. Os caminhos da misericórdia passam determinantemente por aqui, mantendo ou recuperando no seio familiar quer a quem esteja quer a quem regresse, como no abraço do pai do filho pródigo. Na verdade, podemos enunciar o nosso programa-calendário numa frase como esta: ‘a família como critério e a misericórdia como alma’”.
Sínodo Diocesano
D. Manuel Clemente refere ainda que o documento de trabalho sobre o qual vai incidir a reflexão do Sínodo Diocesano “inclui as contribuições provenientes dos referidos grupos, ao longo de cinco trimestres, correspondentes aos cinco capítulos da Evangelii Gaudium”. “No final acentuar-se-ão decerto algumas tónicas maiores a ter em conta no que as comunidades já fazem ou farão para praticar e testemunhar o Evangelho. Não se trata de recomeçar o que já leva dois milénios de cristianismo. Trata-se de apurar o que mais importa para que continue e alastre, mais coincidentemente com o tempo e as circunstâncias”, anunciou.
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