Neste segundo apontamento catequético da nossa Quaresma 2016, e seguindo a indicação do Papa Francisco para repararmos melhor nas obras de misericórdia, vamos hoje ver, rapidamente, mais duas: vestir os nus; dar pousada aos peregrinos.
Parecendo distintas, e realmente são-no, elas acabam por ser muito coincidentes. Porque quer vestindo e proporcionando roupa e agasalho àqueles que necessitam, quer dando pousada aos peregrinos, ‘agasalhamo-nos’ também. Todo o ser humano precisa, com certeza, de se proteger do tempo, do frio, da chuva, mas precisa, com certeza também, de ter um teto onde se abrigue, e muitos dos nossos irmãos – e não é preciso sairmos daqui das nossas cidades e até vilas e aldeias – para reparar que há muita gente mal abrigada, mal acondicionada, porque não tem uma habitação que corresponda a esta necessidade básica de viver revestido e protegido e abrigado, quer na roupa que tenha, quer na casa de que disponha.
Há aqui uma obrigação concreta e uma atenção precisa a necessidades que às vezes não estão assim tão longe de nós, nem dos espaços onde habitamos, nem das ruas que percorremos, de dia ou de noite. E há também, nas circunstâncias atuais da Europa e até neste espaço do mundo mais próximo, tantos que imigram e alguns deles trazem necessidades absolutas de serem acolhidos, de serem albergados e de serem, também aqui, correspondidos pela nossa solicitude. Todo este drama imenso que se passa com os refugiados do próximo Oriente ou do norte de África, que com certeza interpela a nossa consciência de cidadãos e membros de uma sociedade que o queira ser, em que as pessoas estejam próximas umas das outras, pois tudo isto dá uma particular acuidade a estas obras de misericórdia de vestir os nus e dar pousada, dar abrigo, aos peregrinos.
Claro que quando estas obras de misericórdia obtiveram esta formulação, em séculos passados, muitos dos peregrinos eram peregrinos também no sentido de ir a um local espiritual à procura de alguma resposta divina. Mas hoje em dia os peregrinos são de muita ordem, não apenas esses, antigos e modernos, mas os que agora nos procuram à busca de refúgio, à busca de proteção, à busca de morada.
Pois estejamos particularmente atentos também, nesta Quaresma 2016, a estas obras de misericórdia: vestir os nus; dar pousada aos peregrinos.
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