O Simpósio que analisou a quarta etapa da caminhada sinodal de Lisboa, ‘A dimensão social da Evangelização’, destacou a dificuldade da Igreja na integração dos mais pobres. No encontro que decorreu no passado sábado, 12 de dezembro, em cinco locais da diocese, foi deixado o alerta para a necessidade do envolvimento dos cristãos na vida política e associativa.
Organizado pelo Instituto Diocesano da Formação Cristã (IDFC), no encontro que se realizou na paróquia do Forte da Casa, na Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja, foi abordado o “envolvimento dos pobres na vida da comunidade”, levando os participantes a reconhecerem que “essa é a tarefa mais difícil porque se presta apoio em casos pontuais e o envolvimento torna-se muito difícil”. “As pessoas vão mas não se sentem pertença da comunidade. As nossas comunidades cristãs têm dificuldade em acolher a diferença”, referiram os presentes, que também reconheceram um decréscimo de participação nos grupos sinodais.
Envolvimento
Segundo os presentes, a participação de todos no bem comum das comunidades é “um desafio e obrigação” de todos os cristãos. Por isso, foi também assinalado o incentivo do Papa Francisco para o envolvimento dos cristãos na vida política e associativa, em particular de poder local. “Temos muito o hábito de nos excluirmos dessas entidades, perdendo a possibilidade de defendermos os nossos valores e o que pensamos que pode ser feito em prol do bem comum. É importante fazermos o bem não só dentro da Igreja mas também noutros espaços. Este é um papel importante que o cristão tem”, concluiu um dos grupos.
Na síntese do encontro, o padre Tiago Neto destacou a importância da família cristã que é a “base da comunidade cristã”, para a função de ser uma “espécie de laboratório, onde se criam condições da vida social e onde existe a troca de deveres e direitos”. O sacerdote apelou igualmente para “não se desistir de procurar a ovelha perdida, mesmo com uma evangelização informal”.
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