Mundo |
Dia 25, vamos rezar o Terço pela Paz
O poder da oração
<<
1/
>>
Imagem

São tantos os países ameaçados pelo terrorismo, onde os Cristãos são perseguidos, onde os fanatismos querem impedir a liberdade religiosa… É preciso dizer ao mundo que a Paz é o bem mais precioso e que nenhum mal conseguirá vencer o poder da oração.

 


Não se sabe a sua idade, muito menos o seu nome. É uma senhora, já com alguma idade, e está sentada numa cadeira de plástico numa enorme tenda que faz agora a vez de uma igreja, no imenso campo de refugiados em Ankawa, Erbil. Não se sabe o nome nem a idade mas conhece-se a sua história. Tal como milhares de outros cristãos, esta senhora teve de fugir sobressaltada de casa. Era preciso partir de imediato. Eles estavam a chegar a Mossul. Eles, os jihadistas. Armados de metralhadoras, vestidos de negro, traziam consigo uma fama implacável de violência e terror. Ninguém pensou duas vezes. Nem ela, nem nenhum dos seus vizinhos teve tempo de fazer as malas. Por isso, não trouxe consigo nada mais do que a roupa que tinha vestida no corpo. Agora, essa roupa é tudo o que tem. O resto ficou apenas gravado na memória. Mas isso ninguém lhe pode tirar. Nem a memória nem a fé.

 

Olhar vazio

Sentada junto à tenda que lhe serve de igreja, esta mulher passa agora os dias a rezar. Entre os dedos, acaricia as contas do seu rosário numa lengalenga quase imperceptível. Ela julga que está praticamente só. Quando ergue os olhos só vê mais duas ou três mulheres a rezar como ela. Há, claro, o barulho das crianças em correrias lá fora, há ainda o barulho do vento que levanta um pó pesado que se entranha na pele e nas roupas, que entra até nos pulmões, mas, tirando meia dúzia de mulheres, não está mais ninguém a rezar. Todas estão com o olhar vazio, longínquo, de quem ainda está a recordar a vida antes da chegada dos jihadistas, num tempo em que tudo fazia sentido. Era um tempo em que estas mulheres tinham projectos, sonhos. Tinham as suas coisas, arrumadas nas gavetas, penduradas nas paredes. Tinham rotinas. Agora, tudo está perdido. Quando saíram de casa alvoroçadas, já se escutavam as rajadas de metralhadoras dos homens de negro que se anunciavam em gritos de vitória. Andavam à procura dos cristãos: bairro a bairro, rua a rua, casa a casa. Ninguém teve tempo de olhar para trás. Quando saíram, quando fugiram, estas mulheres traziam o coração apertado. Havia medo em todos os olhares. Fugiram para salvar a própria vida.

 

Defender a paz

Viviam em Mossul, fugiram para Qaraqosh. Mas nem aí as deixaram a salvo. Tiveram de fugir novamente. Agora estão em Ankawa. Os jihadistas obrigaram estas mulheres a partir sem nada. Agora têm de refazer as suas vidas, como se tivessem acabado de nascer. Rezam. Elas julgam que estão sós, mas não. Provavelmente nem saberão onde fica Portugal, onde se situa a cidade de Lisboa, a Igreja de São Domingos. Elas não sabem mas, neste domingo, dia 25, quando estiverem a acariciar as contas dos seus rosários, implorando a protecção da Virgem, as suas avés-marias vão confundir-se, no Céu, com as nossas, rezadas em português, em plena cidade de Lisboa. Nenhuma metralhadora pode silenciar o poder da oração. Nem no Iraque nem na Síria. Nem na Nigéria ou na Líbia. Nem na Coreia do Norte ou na China, ou em França. É preciso dizer ao mundo que a Paz é o bem mais precioso e que nenhum mal conseguirá vencer o poder da oração.



_______________________

 

JORNADA DE ORAÇÃO

| 25 Jan, 17h | Igreja de São Domingos (Metro Rossio, Lisboa)

Todas as paróquias, congregações, grupos de oração, movimentos e famílias cristãs são convidadas a rezar por esta intenção e PEDIR O DOM DA PAZ pela intercessão da Nossa Senhora de Fátima. Use a hastag #rezarpelapaz nas redes sociais para divulgar este evento!

texto por Paulo Aido, Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
A OPINIÃO DE
Pedro Vaz Patto
Há temáticas sobre que tem falado o Papa Francisco de forma recorrente e que são da maior relevância, mas nem sempre têm o eco que seria devido.
ver [+]

Tony Neves
O Dia Mundial da Criança comemora-se a 1 de junho, em diversos países, incluindo Portugal, Angola, Moçambique…...
ver [+]

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
O que caracteriza o casamento não é o amor – que é também comum a outras relações humanas –...
ver [+]

Guilherme d'Oliveira Martins
Acaba de ser publicada a declaração “Dignitas Infinita” sobre a Dignidade Humana, elaborada...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
EDIÇÕES ANTERIORES