No seu primeiro encontro com os diáconos permanentes, enquanto Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente destacou a importância do diaconado para as comunidades cristãs.
“A reconstrução das nossas comunidades, famílias e até da sociedade tem de acontecer a partir de dentro, com a autoridade de Jesus. Essa autoridade tem um nome, precisamente o nome que vos foi dado: ‘diáconos’. Como Jesus dizia: ‘Eu estou no meio de vós com um diácono’ [do original em grego], isto é, como quem serve”, salientou D. Manuel Clemente, durante o encontro com os diáconos permanentes e suas esposas, no passado dia 26 de junho, na igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. Na Eucaristia, concelebrada por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, o Patriarca destacou a importância do diaconado para as comunidades cristãs. “Que cada um de vós se saliente na comunidade cristã como o primeiro no serviço, o primeiro na disponibilidade. Da Igreja para o mundo e do mundo para a Igreja: este é o papel sacramental do diácono”, acrescentou o Patriarca de Lisboa.
Neste seu primeiro encontro com os diáconos permanentes, D. Manuel Clemente recordou o início da “caminhada diaconal” na diocese, a qual acompanhou, e enalteceu o papel do diaconado nos dias de hoje: “É muito bom que este grau do sacramento da Ordem complemente os graus sacerdotais. Porque se nós nos entregamos a Deus em louvor e ação de graças, não nos entregamos menos ao mundo em prontidão e serviço”, referiu D. Manuel Clemente.
Testemunho para a Igreja e para o mundo
Para o delegado e coordenador dos Diáconos Permanentes do Patriarcado de Lisboa, diácono Armando Dilão, este encontro com o Patriarca de Lisboa revestiu-se de grande importância porque foi uma forma de D. Manuel “estar próximo dos diáconos permanentes, muitos dos quais foram acompanhados por si, ainda enquanto sacerdote”. Depois das palavras proferidas pelo Patriarca de Lisboa na homilia da Eucaristia que marcou este encontro, o diácono Dilão concluiu, ao Jornal VOZ DA VERDADE, a necessidade de os diáconos permanentes serem um “testemunho para a Igreja e para o mundo, ajudando a estabelecer o reino de Deus aqui e agora”.
Estiveram também presentes neste encontro, que culminou com um jantar, as esposas dos diáconos permanentes. Para o diácono Armando Dilão, que é também pai e avô, o papel das esposas tem sido de grande ajuda “ao assumirem algumas responsabilidades para que os maridos possam exercer plenamente o seu ministério ao serviço do povo de Deus”, refere. No entanto, para este ministro existe ainda um caminho a ser realizado nas paróquias. “Ainda falta, ao povo de Deus, entender o que é de facto o diaconado permanente. Pela catequese, será necessário entender o estado vocacional do diaconado permanente nas próprias paróquias”, deseja.
No Patriarcado de Lisboa encontram-se, atualmente, no exercício do ministério diaconal 83 diáconos permanentes. Desde 1987, data da criação do ministério na diocese, já foram ordenados 99 diáconos permanentes.
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