Lisboa |
Jornadas Nacionais de Comunicação Social
Presença da Igreja na comunicação “é parte da sua missão”
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“A Igreja não pode deixar de estar presente no mundo mediático”, referiu o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás, na abertura das Jornadas Nacionais de Comunicação Social promovidas pela Conferência Episcopal Portuguesa.


 

Entre os dias 27 e 28 de Setembro estiveram reunidos em Fátima cerca de centena e meia de participantes, para reflectir sobre os “‘Silêncios e os silenciamentos’ na comunicação social”, um tema escolhido com base na Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no passado dia 20 de Maio deste ano 2012 ('Silêncio e palavra: caminho de evangelização'). Na reflexão que apresentou em Fátima, D. Nuno Brás, que é também vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, frisou que a presença da Igreja Católica no mundo da comunicação é “parte da sua missão” e “não é facultativa”, pelo que deve estar atenta à revolução do “mundo novo da Web”, e exige, por isso, uma nova presença e “radical adaptação”.

Por seu lado o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, afirmou que “o silêncio é uma exigência” para preservar a qualidade da comunicação num tempo de “pressa” mediática. “Na aparente incompatibilidade entre silêncio e comunicação esconde-se muito do que esta tem de essencial”, observou D. Pio Alves distinguindo este silêncio daquele que é “imposto de fora”, o silenciamento. “Faltam silêncios, faltam alguns silenciamentos, sobram silenciamentos”, afirmou.

D. Pio Alves, também Bispo Auxiliar do Porto, salientou, ainda, que “o chamado ‘quarto poder’ subiu significativamente na sua escala”, apontando situações em que o “Estado, a Igreja e as grandes instituições sociais” só têm poder quando, “legitimamente, conseguem entrar na rede da comunicação”.

Já o presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, afirmou que o jornalismo português está a ser vítima de uma “doença silenciosa”. Falando sobre os 'Silêncios e silenciamentos no actual contexto mediático', este responsável realçou que a “agenda mediática portuguesa está cartelizada” e que existe “uma overdose de notícias”.

Tendo em conta o contexto actual de crise que se vive no país, destas jornadas nacionais de comunicação social saem, ainda, apelos à responsabilidade dos jornalistas. “É necessária a contenção para que a comunicação tenha qualidade”, referiu D. Pio Alves, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, no encerramento deste encontro anual.

texto por Nuno Rosário Fernandes; fotos por João Claúdio
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