Lisboa |
Via-Sacra Vicarial de Oeiras
Manifestação pública de fé pelas ruas de Queijas
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Queijas acolheu a Via-Sacra da Vigararia de Oeiras, presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa. Foi no passado dia 4 de Março, II Domingo da Quaresma, numa manifestação pública de fé que teve início na igreja matriz de São Miguel Arcanjo e que percorreu algumas ruas da freguesia de Queijas rumo ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

 

“A Via-Sacra que acabamos de fazer insere-nos no mistério pascal de Cristo, da sua paixão morte e ressurreição, que nos preparamos para celebrar.

Não é simplesmente um acto de piedade cristã, mas a expressão viva e real do amor de Deus por nós, na entrega de Jesus”, sublinhou D. Joaquim, no final da Via-Sacra. “A Cruz que nos acompanha representa o sinal mais eloquente do amor de Deus por nós”, acrescentou o Bispo Auxiliar, lembrando que “toda a existência de Jesus é marcada pelo amor e selada pelo sinal eloquente da morte de Cruz, para nossa redenção e salvação”.

Tomaram parte na Via-Sacra Vicarial de Oeiras algumas centenas de fiéis, os agrupamentos de escuteiros de Queijas e de Barcarena, os irmãos das irmandades de Caxias e da Senhora da Rocha, as irmãs da CONFHIC, acólitos, diáconos permanentes, bem como da maioria dos párocos e vigários paroquiais da Vigararia de Oeiras. As 14 estações da Via-Sacra foram confiadas a cada uma das paróquias da vigararia.

D. Joaquim Mendes convidou, depois, a encontrar Cristo como solução para o sofrimento. “Na contemplação do mistério da paixão do Senhor, nós encontrámos resposta para o mistério do nosso sofrimento e para o sofrimento da humanidade. Por detrás do crucifixo, vemos, com os olhos da fé, os contornos de Cristo ressuscitado, nossa esperança. A solução real para o problema do mal, do pecado, do sofrimento e morte está no sofrimento e na morte de Cristo que acabou na sua ressurreição. Jesus teve de sofrer as trevas, a dor e a morte para dar significado à nossa escuridão, à nossa dor e à nossa morte”. Neste sentido, apelou à fidelidade: “Acolhamos com gratidão o amor de Deus, que em Jesus, se entrega à morte por nós, e procuremos corresponder-lhe. Partilhemos com todos aqueles que sofrem a luz que nos vem de Cristo sofredor e a esperança de um dia podermos ser associados à sua Páscoa”.

 

fotos por www.paroquiaqueijas.net

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