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A uma janela de Roma
Advento é tempo silencioso
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Bento XVI recordou como é vivido o tempo do Advento na região onde nasceu, a Baviera. Também no Angelus, o Papa falou da preparação para o Natal. Esta semana, o Santo Padre acendeu a maior árvore de Natal do mundo e falou ainda aos estudantes universitários. Finalmente, a Santa Sé tornou-se membro da Organização Internacional para as Migrações.

 

1. O Papa assistiu, na Sala Clementina, no Vaticano, a um documentário sobre a espiritualidade e as tradições do Advento e Natal na região onde nasceu. Bento XVI agradeceu a iniciativa da radiotelevisão bávara ‘Bayerischer Rundfunk’ e recordou que na Baviera o Advento é chamado “o tempo silencioso”. “A terra fica coberta de neve, todos estão em casa e o silêncio da casa transforma-se, pela fé, na espera do Senhor, alegria da sua presença”. Tradições que trazem “um pouco do Céu para a Terra”, afirmou o Papa. Bento XVI mostrou depois o contraste dessa espera silenciosa e introspectiva pela chegada do Filho de Deus com o modo como a sociedade moderna vive este tempo litúrgico, comprando, vendendo, fazendo os preparativos de grandes refeições. “Mesmo assim, as tradições populares da fé não desapareceram, mas foram renovadas, aprofundadas. E assim se criam ilhas para a alma, ilhas do silêncio e da fé, ilhas para o Senhor no nosso tempo, e isso é muito importante”.

Antes ainda da interpretação do Oratório Natalício dos Alpes, com que concluiu esta iniciativa artística, o Papa desejou para o futuro: “Esperemos que essa força da fé, a sua visibilidade permaneça e nos ajude a caminhar para a frente, como o quer o Advento, em direcção ao Senhor”.

 

2. O Papa apelou à conversão e à sobriedade em tempo de Advento e lembrou o estilo de vida de João Batista. “Este estilo deveria levar todos os cristãos a escolher a sobriedade como estilo de vida, especialmente em preparação para o Natal. A missão de João é um apelo extraordinário à conversão; o seu baptismo está ligado a um convite ardente a uma nova maneira de pensar e agir, ligado sobretudo ao anúncio do juízo de Deus”. Por isso, salientou Bento XVI, “enquanto nos preparamos para o Natal é importante que entremos em nós mesmos e façamos uma verificação sincera acerca da nossa vida”.

Em francês, o Papa garantiu depois que o mundo necessita de Cristo: “Durante o Advento, tempo precioso de preparação para o nascimento de Jesus, preparemos com determinação o caminho do Senhor, fonte de paz e de alegria, de amor e de esperança que continuamente vem consolar o seu povo. No nosso mundo atravessado pela incerteza e pela violência, há necessidade da mensagem de esperança de Jesus que nasce”.

 

3. O Papa acendeu a maior árvore de Natal do mundo, situada na localidade italiana de Gubbio, 200 quilómetros a norte de Roma, num gesto que quis simbolizar “a paz e a fraternidade” entre os povos. Bento XVI, a partir do seu apartamento, ligou a iluminação da maior árvore de Natal do mundo através de um tablet ligado à Internet e ao sistema que fornece a corrente eléctrica à árvore.

Entretanto, uma árvore de Natal com 30 metros de altura foi colocada na Praça de São Pedro. O abeto, vindo da Ucrânia, será decorado com mais de 2500 bolas vermelhas e prateadas e o mesmo número de luzes brancas e amarelas, e inaugurado dia 16.

 

4. O Papa pediu aos estudantes internacionais para serem protagonistas da missão da Igreja. Bento XVI encontrou na manhã de sexta-feira, dia 2, com os participantes no congresso mundial de pastoral para os estudantes internacionais, promovido em Roma pelo dicastério do Vaticano para os migrantes. “Queridos jovens estudantes, encorajo-vos a aproveitar o tempo dos vossos estudos para crescer no conhecimento e no amor de Cristo enquanto percorreis o vosso itinerário de formação intelectual e cultural. Conservando o vosso património de sapiência e de fé, na experiência da vossa formação cultural no estrangeiro, podereis ter uma preciosa oportunidade de universalidade, de fraternidade e também de comunicação do Evangelho”, disse Bento XVI, apontando o encontro das culturas como “uma realidade fundamental da nossa época e para o futuro da humanidade e da Igreja”: “Hoje, mais do que nunca, a abertura recíproca entre as culturas é terreno privilegiado para o diálogo entre todos aqueles que se encontram empenhados na procura de um humanismo autêntico”.

 

5. A Santa Sé tornou-se membro da Organização Internacional para as Migrações (OIM). A admissão aconteceu durante a assembleia plenária desta organização, que foi criada após a Segunda Guerra Mundial. Para o observador permanente da Santa Sé junto das instituições da ONU sediadas em Genebra, D. Silvano Maria Tomasi, o Vaticano quer estar presente e participar nos esforços da OIM com uma voz ética que ajude a interpretar as novas situações.

D. Tomasi desejou ainda que a repressão e as violências na Síria terminem o mais rapidamente possível. “A violência não traz nenhum bem a ninguém e a linha que adoptámos foi a de insistir na necessidade da reconciliação, mas no respeito dos direitos humanos de cada pessoa”, disse o prelado à Rádio Vaticano.

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