Uma instituição “aberta ao tempo novo” que “assenta na qualidade da liturgia”, marcada por uma “actualização teológica”, e onde se cultiva um “sentido de missão”, foi o modo como o Cardeal-Patriarca de Lisboa caracterizou o Seminário dos Olivais, na celebração de comemoração dos 80 anos de fundação desta instituição, na passada segunda-feira, 24 de Outubro.
Na Eucaristia a que presidiu, no oratório do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, perante os seminaristas de todos os seminários diocesanos de Lisboa, D. José Policarpo recordou que estas são características de uma fisionomia que o Cardeal Cerejeira “quis imprimir desde o princípio” a esta casa de formação de padres. “Este Seminário, devido aos homens que aqui estavam, entre os quais monsenhor Pereira dos Reis, é uma casa que assenta na qualidade da Liturgia”, sublinhou, e que foi, “na Península Ibérica e em toda a Europa, um dos esteios de influência em ordem à futura reforma litúrgica”.
Fundado em 1931, “por um acto de coragem do Cardeal Cerejeira”, o Seminário dos Olivais teve à sua frente, segundo o Cardeal-Patriarca, “os melhores espíritos, que na Europa de então existiam, através da congregação dos Padres dos Sagrados Corações”.
Percorrendo a história da Igreja e dos Seminários, enquanto casas de formação de padres, o Patriarca de Lisboa referiu que “em Portugal as diversas tentativas que foram sendo feitas foram, todas elas, alvo de grandes crises”. No entanto, destaca que o Seminário dos Olivais é, “no conjunto das tentativas que se fizeram para dar cumprimento ao Concílio de Trento, aquele que tem durado mais tempo na sua concepção original e na sua identidade diocesana”.
O Seminário dos Olivais acolhe, actualmente, os seminaristas das dioceses de Lisboa, Aveiro, Leiria-Fátima, Santarém, Funchal e ainda da Índia e de Cabo Verde que se preparam para a ordenação sacerdotal. Em termos académicos, essa formação corresponde aos três últimos anos do Curso de Teologia na Universidade Católica e ao Ano Pastoral leccionado no Seminário. Dirigindo-se aos seminaristas, D. José Policarpo recorda que o Seminário não é apenas uma casa, mas “é uma caminhada exigente”, onde “cada um é chamado a ser fiel àquilo que o Senhor lhe pede. Mas ser fiel não à sua maneira, mas como a Igreja é fiel”.
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