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?Coisas? que nos falam de Deus?
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Dar o devido valor ao que temos é um modo de valorizar o que somos e, ao mesmo tempo, um grato testemunho para os tempos que correm!

“A Igreja está no mundo para continuar no tempo a missão de Jesus Cristo, Filho de Deus em nossa condição humana” (CEP, Princípios e orientações sobre os Bens Culturais da Igreja). É nesta lógica, do tempo e condição humana, que a Igreja valoriza o que tem, e a que chama de Bens Culturais, como modo de exprimir nesse tempo, nesta realidade humana, uma relação que vai muito para além da realidade sensível e palpável. Os Bens Culturais da Igreja, em todos os documentos da Santa Sé e das Conferências Episcopais, são assumidos como uma realidade a salvaguardar, valorizar, não apenas por constituírem um legado do passado ou do próprio presente, mas por serem um testemunho de vida e de fé das comunidades cristãs.

Na verdade, os bens imóveis (edifícios e outro património edificado), os bens móveis das mais diferentes tipologias (escultura, pintura, alfaias litúrgicas, etc.), os bens materiais, onde se inserem os anteriores, os bens imateriais (costumes, tradições, práticas que exprimem a devoção e atitude de um povo em determinado local), são utilizados pela Igreja “para o desempenho cabal da sua missão e continuando a encarnação da acção divina na linguagem humana” (cf. CEP, Princípios, 4). Compreendemos, então, como existe uma relação estreitíssima entre a realidade da encarnação e a expressão material da mesma. A tradição da Igreja, na sua relação com a arte e as expressões artísticas não se perde em divagações, se é verdadeira arte cristã, mas procura ser fiel a este princípio de relação com o Mistério da Encarnação do Verbo.

A Igreja nunca teve um estilo próprio, mas nas diferentes épocas culturais, nos variados lugares, assumiu uma relação com as expressões mais vastas que encontramos.

É neste sentido, nesta lógica da Encarnação, neste desejo de exprimir a fé através da acção das comunidades e de particulares (doadores, mecenas, patronos) que, ao longo dos tempos se foi constituindo um enorme acervo que hoje somos convidados a valorizar em todas as suas valências. Para além dos bens referidos anteriormente, também os arquivos, tão presentes nas nossas igrejas, e bibliotecas constituem um vasto mundo não só de informação histórica, de vivências, mas um bem precioso que nos coloca em contacto com realidades que se tornam urgentes redescobrir.

Enfim, redescobrir e descobrir o valor, não apenas material e formal dos Bens Culturais da Igreja, mas um valor actual e pastoral dos mesmos é cada vez mais urgente. A arte cristã, os Bens Culturais, disponíveis nas nossas Igrejas, são uma fonte inesgotável de trabalho pastoral a realizar e valorizar. Eles são destinados ao culto, à celebração e à experiência litúrgica das comunidades. Não são um mero aglomerado de antiguidades mais ou menos expostas. São sim um veículo celebrativo, catequético, se quisermos moral, e também social. Como vemos, centram-se e passam por aqui muitas expressões da acção pastoral da Igreja. Conhecer esses bens a fundo, com propostas de estudo aprofundado, com acções de formação para os mais variados agentes de pastoral, é uma prioridade!

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