Tecnicamente ainda em guerra com Seul, o regime comunista de Pyongyang está de costas voltadas com o mundo. É, talvez, o país mais fechado do mundo. A Coreia do Norte, governada por punho de ferro por Kim Jung-il, não tolera qualquer traço de liberdade. A prática religiosa está proibida e os cristãos são condenados a trabalhos forçados em campos de concentração. A Amnistia Internacional voltou a denunciar esta situação terrível. Serão talvez mais de 200 mil pessoas que actualmente estão a viver em campos de concentração na Coreia do Norte. Aí, os presos políticos são torturados e têm de trabalhar em condições semelhantes à da pura escravidão, denunciou uma vez mais a Amnistia. Campos de concentração estão a aumentar Esta organização internacional publicou recentemente imagens de satélite que mostram quatro dos seis campos localizados em locais desolados das províncias de Pyongan do Sul, Hamkyung do Sul e Hamkyung do Norte. Uma comparação com fotos idênticas tiradas em 2001 indicam aquilo que será um aumento significativo na dimensão desses campos, que supostamente existem desde a década de 1950. Conseguindo o depoimento raro de ex-presos de campos de concentração na Coreia do Norte, como é o caso do campo de Yodok, a Amnistia traça um retrato das condições terríveis em que vivem todos aqueles que no país de Kim Jung-il são considerados suspeitos ou culpados de qualquer actividade considerada ilegal. Segundo a Amnistia, e citando os referidos depoimentos, em Yodok os detidos estão sujeitos a trabalhos forçados, torturas e outros tratamentos desumanos ou degradantes. As execuções públicas são uma realidade. Crianças instigadas a denunciar os pais No ano passado, segundo algumas organizações que têm vindo a monitorizar a Coreia do Norte no que diz respeito à liberdade religiosa, centenas de cristãos foram presos e vários foram condenados até à morte. De entre toda a população detida em campos de concentração, estima-se que entre 50 mil e 70 mil possam ser cristãos. Neste país comunista, até as crianças são intigadas, na escola, a denunciar a prática religiosa dos próprios pais. A delação está disseminada por todo o lado, havendo relatos de sessões semanais de críticas, em que crianças e adultos têm de participar. Existem ainda buscas aleatórias nos lares para se detectar se as pessoas estão a ouvir as rádios correctas, se os retratos dos líderes são mantidos limpos e se há alguma literatura proibida em casa. Por isso, provavelmente em nenhum outro lugar do mundo tantas Bíblias são escondidas em buracos no chão. Por isso, também, provavelmente em mais nenhum outro lugar no mundo é preciso tanta coragem para se ser Cristão.
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