Em cada formação, o Secretariado Nacional de Educação Cristã procura estar atento às solicitações e necessidades de formação sentidas pelos catequistas. O Sínodo sobre a Palavra, que decorreu em Outubro passado, no Vaticano, “é muito oportuno e vem de encontro às expectativas dos catequistas que sentiam necessidade de eles próprios se confrontarem com a Palavra”, explicou à Agência Ecclesia Cristina Sá Carvalho, do departamento de formação do Secretariado Nacional de Educação Cristã.
O primeiro passo é “falar da Palavra ao catequista enquanto pessoa. Se ele vai falar da fé na catequese, essa mesma fé tem de ser cultivada pessoalmente”, exprime Cristina Sá Carvalho. Foi precisamente este o desafio que o padre Joaquim Garrido Mendes, sacerdote dehoniano, quis levar aos catequistas.
“A Palavra de Deus sempre ecoou através das palavras de homens, que chamamos profetas”, explica o sacerdote à Agência Ecclesia. As provocações de Deus destinavam-se a que o povo encontrasse “vida, caminho de felicidade e de realização”. O sacerdote aponta que “quando o homem ignora estas palavras, fatalmente resvala para caminhos de infelicidade, que não deixa a própria pessoa crescer, mas ganha contornos dramáticos na construção social, egoísmo e auto-suficiência”.
Sobre a dificuldade de perceber a actualidade da Palavra, o padre Garrido lembra que os profetas “são pessoas muito concretas, situados num tempo muito próprio”. A provocação profética “continua a ser uma poderosa interpelação pela sua actualidade e simplicidade, para a realidade dos nossos dias. Quando uma pessoa lê e se deixa provocar, acontece o mesmo que acontecia há anos atrás”, frisa apontando que “são sempre questões muito actuais, intimamente ligadas ao concreto do dia-a-dia”.
O padre Garrido afirma que a mensagem é de uma “actualidade e força espantosa, também pela sua crueza e realismo, mas por falar de realidade profundamente humanas”.
O apelo à mudança de atitudes e comportamentos foi apresentado em três aspectos: o amor, a partilha e o serviço. “São três dimensões sempre presentes no nosso caminho que, se completas, constituem uma alteração profunda da existência pessoal”.
Esta conversão “ganha implicações no mundo à nossa volta. As instituições podem ser mais ou menos justas mas mudar as instituições sem mudar o coração do homem de nada vale”. A soma das conversões “é que via transformar a realidade”.
Cristina Sá Carvalho frisa que a primeira preocupação “é que os catequistas sejam essencialmente cristão maduros e fortalecidos”, sublinhando que apesar das dificuldades organizacionais das paróquias, “há um espírito de renovação e transformação” e esta deve ser a tónica a dominar a formação dos catequistas.
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