Na Quaresma somos interpelados a imitarmos Cristo na via-sacra que O conduziu à crucificação e ressurreição. Quando olhamos para alguém que está a nosso lado, especialmente os mais pobres, os que sofrem, os doentes, os presos, os sem-abrigo… vemos neles estampado o rosto de Jesus.
Nesta Quaresma, vamos aprender a ver nos outros o Sudário de Cristo e vamos compreender que o sofrimento pelo qual Jesus passou continua no sofrimento dos homens dos dias de hoje. Sempre que alguém é vítima de injustiça, de violência, de dor, sempre que alguém é perseguido, preso e humilhado por causa da sua fé, está, tal como aconteceu com Jesus há dois mil anos, a carregar também a Sua cruz. Sempre que olharmos, nesta Quaresma, para a Cruz de Cristo, lembremo-nos e rezemos por toda a humanidade sofredora. Nesta Quaresma, os donativos recolhidos pela Fundação AIS destinam-se a apoiar as Irmãs da Misericórdia no Ruanda e no Togo. Vamos ajudá-las? Se puder, ofereça parte da sua renúncia quaresmal a este projecto sócio-caritativo da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Bem-haja.
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O exemplo das Irmãs que fazem a diferença no Ruanda e Togo: Voltar a sorrir não tem preço
No Togo e no Ruanda, há mais coisas em comum do que apenas a pobreza e um passado feio de violência e morte. Há também quem não desista de devolver àqueles homens, mulheres e crianças a alegria do sorriso. Pelo seu trabalho de todos os dias, as Irmãs da Misericórdia justificam, e bem, o nome da congregação…
No Ruanda, são conhecidos como os mortos-vivos. São aqueles que sobreviveram ao inferno na Terra. São os que escaparam à morte, os amputados que ficaram sem braços ou pernas, os que perderam toda a família e estão sem norte, as mulheres violadas, que além desse trauma têm agora que sobreviver, ainda, ao vírus da SIDA… Todos eles, pobres entre os mais pobres, têm vindo a reaprender o valor do sorriso, a importância do afecto humano, do amor e da bondade. Um pequeno grupo de mulheres consagradas, as Irmãs da Misericórdia, fazem esse milagre acontecer todos os dias. No convento, ou nos hospitais e lares da terceira idade, sempre que elas aparecem, os sorrisos nascem de novo naqueles rostos carregados de cicatrizes de sofrimento.
Também no Togo
Tal como elas, também as irmãs Clarissas, no Togo, são porto de refúgio a multidões de homens e mulheres que fogem da guerra, da violência, e que encontram no convento que elas ergueram, a calma necessária para reaprenderem os caminhos da vida. A casa de retiros, muito modesta, que construíram mesmo junto ao convento, tem falta de quase tudo: água, electricidade, até de estruturas. A única coisa que por ali abunda é o amor. Tudo o resto parece demasiado frágil e provisório. Mas é nessa incerteza que dezenas de pessoas têm reconstruído as suas vida, com os conselhos e o carinho das irmãs – que até ensinam rudimentos de agricultura no pequeno quintal que fizeram nascer junto ao convento. O milho, os legumes, a fruta que nasce viçosa, é um contraste imenso para quem apenas carrega memórias escuras, feitas de gritos, de dor, de sangue e de morte.
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No convento, com 50 anos, a estrutura de madeira do telhado está podre e as telhas pesam. Tem que ser restaurado. É um encargo demasiado pesado para as irmãs.
Pedem-nos ajuda. “Kubabarira”, chorar juntos, sofrer com alguém, diz-se no Ruanda quando se fala de idosos e de quem sofre de solidão. Há irmãos e irmãs a quem não podemos dizer não porque seria um não ao seu serviço de misericórdia.
São necessários 23.000 ¤.
Saiba mais em www.fundacao-ais.pt
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