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João Paulo II e Werenfried van Straaten, duas figuras de profetas, dois gigantes. Dois padres de vestes brancas. Ambos incansáveis na luta pelo Evangelho e pela dignidade de cada pessoa. Ambos com mais visão do que os seus contemporâneos. Ambos animados pela loucura do amor de Jesus. Ambos com uma profunda ternura pela Virgem Mãe. Ambos calorosamente humanos, com um alegre sentido de humor e uma infatigável entrega aos fracos e oprimidos.

Quando Karol Wojtyla foi eleito Sumo Pontífice, o Padre Werenfried pressentiu que se iniciava uma época promissora e de desafio para a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Este Papa vindo do Leste, da Polónia mártir, era para a nossa Obra, tenaz defensora da Igreja perseguida, um sinal especialíssimo de Deus.

O Padre Werenfried pôs-se imediatamente ao serviço incondicional do Pontificado de João Paulo II. Assim o documentam muitos projectos pastorais. O que se lê no testamento do Padre Werenfried perpetua apenas o que ele lealmente praticou: “... que não apenas a ordem mas também o simples desejo do Santo Padre seja suficiente para que um projecto seja aprovado”.

Testemunhei várias vezes encontros entre ambos. São inesquecíveis as Eucaristias com eles celebradas. Por exemplo, no grande recinto do santuário de Fátima, no Jubileu do ano 2000. Aí vi-os irradiar gratidão e esperança quando, depois da beatificação de Francisco e Jacinta, se revelou oficialmente a terceira parte do segredo da Virgem confiado aos pastorinhos.

A última concelebração eucarística foi numa Primavera, em Abril de 2002. João Paulo II respirava com dificuldade. Foi preciso abrir a janela da pequena capela privada. Ao terminar a missa, quase não pronunciaram palavra. Sorriram um para o outro. Abraçaram-se. Com um gesto apenas, o Santo Padre disse tudo: ofereceu ao Padre Werenfried o seu próprio círio pascal e uma imagem da Virgem Negra de Czestochowa. Foi a despedida na terra.

João Paulo II foi padre de multidões, profeta da Igreja do terceiro milénio. Partilhamos esse dom com todo o povo de Deus e com milhões de pessoas. No entanto, como Fundação AIS, sabemos que Deus nos ofereceu nele um Sumo Pontífice que acolheu plenamente a nossa vocação e nos desafiou a dar sempre mais.

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