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Haiti: Uma nova esperança!
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A 12 de Janeiro de 2010, um terramoto de magnitude 7.0 atingiu o Haiti provocando cerca de 230 mil mortes. Foi o pior em 100 anos. O epicentro, localizado a 26 km de Port-au-Prince, onde se concentra 40% da população, devastou a capital. A infra-estrutura já precária e o frágil Governo do Haiti desmoronaram completamente.

Milhares de pessoas ficaram enterradas nos destroços. Algumas foram retiradas à mão, uma vez que não havia máquinas escavadoras disponíveis, mas dezenas de milhares morreram imediatamente ou ficaram enterradas vivas entre as ruínas.

Um grande número de pessoas ficou sem cuidados médicos, água potável e necessidades básicas.

Um ano depois, a organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) continua no terreno para ajudar na reconstrução do país. Este é um esforço que exige avultados investimentos e, segundo a AIS, são necessários mais apoios.

“Centenas de milhares de haitianos continuam a viver em acampamentos, em condições de vida catastróficas”, por exemplo em Port-au-Prince, capital haitiana, assinala um comunicado da AIS.

A organização lamenta que as eleições de Novembro de 2010 tenham vindo destabilizar a situação política. A epidemia de cólera e a passagem de um furacão vieram “desmoralizar” ainda mais a população.

Neste cenário, ganham relevos projectos de esperança, como o «PROCHE», da conferência episcopal do Haiti, que vai investir cerca de 75 milhões de euros na renovação de edifícios e infra-estruturas.

Proche (palavra francesa que significa próximo) são as iniciais de “Proximité Catholique avec Haiti et son Église” – proximidade católica com  o Haiti e a sua Igreja.

A AIS apoia este país das Caraíbas desde 1962. Entre 2007 e 2010 financiou projectos pastorais e sociais no valor de 1,5 milhões de euros.

Após o sismo de 12 de Janeiro de 2010, a organização católica internacional destinou mais de 5 milhões de euros para minorar o sofrimento do povo haitiano e para a reconstrução da Igreja.

Em Portugal, a Fundação AIS lançou a campanha “Uma Nova Esperança”, um ano após o terramoto, porque os donativos são cada vez mais necessários - a Igreja e o povo do Haiti continuam a precisar de ajuda.

À semelhança do povo do Haiti, a Igreja Católica no país viu-se igualmente em necessidade desesperada de ajuda do exterior.

Os benfeitores da AIS responderam com a sua habitual generosidade, permitindo que a instituição enviasse através do Núncio Apostólico uma ajuda de emergência imediata de 50 mil euros. O montante foi utilizado para ajudar as comunidades mais afectadas, entre elas Léogâne, Petit-Goâve e Carrefour.

Cerca de 7.650 euros foram enviados para o Centro Emaús na Diocese de Hinche, cujos colaboradores cuidavam de cerca de sessenta famílias carenciadas e nove outros indivíduos, muitos dos quais tinham perdido tudo no terramoto.

Actualmente, a situação continua dramática. No passado mês de Novembro, uma equipa da Fundação AIS viajou para o Haiti, para fazer um levantamento das suas necessidades.

Ainda que fosse fácil desesperar devido a tanto sofrimento e miséria, encontraram também uma semente de esperança em muitas pessoas - sacerdotes e religiosas, leigos e bispos - que com uma grande Fé confiam em Deus para encontrar uma saída para este sofrimento.

Mais de 70% dos edifícios da Igreja ficaram destruídos, mas apesar de tudo isto a Igreja está a fazer todos os esforços para reconstruir e acima de tudo para oferecer esperança. "Nós tentamos dar-lhes um sítio para viver, dar-lhes tudo o que precisam. A Igreja quer estar próximo da sua gente", referiu o P. Hans Alexandre, Secretário Executivo da Conferência Episcopal do Haiti. 

"As 'Filhas de Maria' foram duramente atingidas, mas não nos compadecemos de nós mesmas. Voltamo-nos para as nossas alunas que precisam de nós e elas estão ali. Algumas perderam os seus pais, outras vivem ainda em barracas. Aqui queremos reconstruir a escola, mas isso não significa reconstruir a escola como edifício. Queremos 'reconstruir os alunos' enquanto pessoas", refere, por seu lado, a Irmã Marie France.

"A nossa esperança como católicos, não podemos perdê-la. O que reforça a esperança é a esperança do povo. Eles confiam que haverá uma mudança e que haverá ajuda. Eles voltam o seu olhar para a Igreja! Nós não podemos substituir o Estado, mas eles sabem que se a Igreja recebe donativos, essa ajuda chegará até eles", disse D. Joseph Lafontant, à Fundação AIS.



APELO URGENTE

A Fundação AIS não abandonou o Haiti e mantém-se ao lado deste povo sofredor. Convidamos a unirem-se, também, em oração por aqueles que ainda choram, pedindo a Deus que lhes conceda consolo e assistência.

Não feche o seu coração a este apelo! Uma pequena ajuda pode fazer a diferença. Contribua! NIB: 0032 0109.00200029160.73

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