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FAMILIARMENTE
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Hoje, na festa do Baptismo do Senhor, terminamos o Tempo do Natal. Tempo especialmente dedicado a darmos graças a Deus pela vida que Ele nos trouxe em seu Filho Jesus.

Porque toda a caminhada de cristãos começa no dia do nosso baptismo, vai ser lançado um novo livro que ajuda as comunidades a melhor viverem este sacramento. E com a fé que recebemos no baptismo, celebramos e anunciamos a alegria de sabermos constituir famílias fortes pelo sacramento do matrimónio.

Sejamos capazes de construir um Feliz Ano Novo no amor e na solidariedade.

Defender a família e o casamento

A Igreja vê com preocupação as estratégias que são postas em prática, um pouco por todo o lado, para eliminar da consciência da sociedade o conceito cristão do matrimónio e da família.

O Papa referiu recentemente que o sentido do matrimónio vai-se deteriorando devido à facilidade do divórcio, à coabitação antes do casamento e à introdução de novos tipos de união que não têm fundamento algum na história da cultura e do direito na Europa.

Constatamos que há muitos casais a viverem juntos há anos e o fundamento dessa decisão acaba por ser uma experiência de vida a dois. No entanto, garantem que, apesar de não terem qualquer aversão especial ao casamento, uma oficialização da união não está planeada. Alegam até que a opção por viver juntos não foi por oposição ao casamento, mas sim “para experimentar a vivência a dois".

 Há casos em que o casamento esteve mesmo planeado em diversas ocasiões, mas sobretudo questões de trabalho foram adiando a cerimónia. "Fomos sucessivamente adiando, até que a ideia se esbateu um pouco. Para já não é uma necessidade nossa, é mais uma questão social.” – dizia-nos um jovem casal.

E a ideia ainda não caiu completamente, sobretudo por causa dos filhos. Se os homens são, genericamente, mais indiferentes ao casamento, para as mulheres o casamento poderá ser importante, se houver filhos.

Parece-nos que a fonte desta mudança comportamental dos nossos jovens casais assenta na falta do sentido de compromisso. O casamento é um compromisso de amor e de fidelidade. E, pelo sacramento do matrimónio, o casal recebe a abundante ajuda de Deus para um amor fiel e duradouro.

Bento XVI, à semelhança de João Paulo II, tem dito por diversas vezes que a família é um bem necessário à sociedade e é também fundamental para os filhos que hão-de ser fruto do amor e da doação total e generosa dos pais.

Recordamos as palavras do Cardeal-Patriarca na mensagem de Natal 2010 a este respeito:

A força espiritual de Portugal é, e sempre foi, a família, enraizada na beleza do amor de um homem e de uma mulher, aprofundado na experiência sublime da fecundidade. A família é a fonte da coragem. Fortalecidos na comunhão familiar, os nossos antepassados travaram todas as batalhas, arriscaram todas as aventuras, para escrever, por vezes com sangue, o nome de Portugal. Ela é o alfobre da fidelidade, e o amor, mesmo o amor por Portugal, supõe sempre a fidelidade, tantas vezes provada e experimentada, mas vencedora com a graça própria do sacramento do matrimónio. Quem não é fiel na família, dificilmente o será aos grandes desafios e objectivos da comunidade nacional. A generosidade na busca generosa do bem-comum, aprende-se na família. As famílias portuguesas, de modo particular as famílias cristãs, são convidadas a envolver no seu amor comunitário outras famílias em dificuldade.

A alma de Portugal é a de um povo crente, que confia na ajuda de Deus e na protecção maternal de Maria, Mãe de Jesus. Não receemos recorrer a essa protecção, amorosa e poderosa.

Sublinhamos “A família é a fonte da coragem” e é preciso aprender a coragem no amor de entrega, para podermos dar testemunho da beleza que está contida no matrimónio.

As famílias da nossa diocese podem aproveitar o espírito de missão em que o Sector da Pastoral Familiar tem vindo a trabalhar, conforme consta do Programa Pastoral e, neste domingo em que a Igreja celebra o Baptismo do Senhor, temos um encontro com casais que dão o seu testemunho de vida na educação cristã dos filhos. Trata-se do encontro anual dos CPB – Centros de Preparação do Baptismo, com agentes no acolhimento e preparação de pais e padrinhos.

É esta também uma forma de missão para que cada um possa proclamar ao mundo a verdade integral da família, fundada no matrimónio como Igreja Doméstica, de uma forma social e economicamente responsável, para a construção de um futuro melhor.

 

Novo livro do Baptismo

O Sector da Pastoral Familiar e a Livraria Nova Terra vão apresentar o novo livro sobre o baptismo de crianças, que se destina a pais e padrinhos, bem como a todas as equipas paroquiais que fazem o acolhimento e dão o seu testemunho de vida cristã.

Integrada no encontro de CPB, a ter lugar neste domingo em que a Igreja celebra o Baptismo do Senhor – às 15h na igreja de S. João de Deus, em Lisboa – a apresentação do novo livro sobre o baptismo será acompanhada de uma reflexão sobre a importância do acolhimento.

Este novo livro – Vamos baptizar o nosso filho – surge à luz da Nova Evangelização proposta pelo Cardeal-Patriarca, na sua Carta Pastoral de Setembro último, e pretende ser um contributo com beleza para o “anúncio do amor infinito de Deus por todos os homens”.

Dentro da linha do livro “Vamos Casar”, este livro apresenta a explicação do ritual e vários textos para as leituras da celebração do baptismo de crianças. “Porque o pedido de baptismo supõe a fé, as crianças são baptizadas na fé da Igreja, concretizada na fé dos pais, dos padrinhos e restantes participantes directos no baptismo” (Ritual, Preliminares nº 2). E porque a Palavra de Deus é um alimento da nossa fé, pretende-se com este livro oferecer um contributo para que a Palavra de Deus tenha lugar na oração pessoal de cada um que pede o baptismo à Igreja.

Como novidade, este livro oferece o essencial das Normas Pastorais para a Celebração dos Sacramentos e Sacramentais, no que diz respeito ao Baptismo de crianças, procurando dar resposta a uma exigência desde há muito sentida, num processo de pastoral dinâmica, de evangelização e de crescimento das pessoas e das comunidades na profundidade da existência cristã.

 

Boas Festas

Qual o significado da expressão que recentemente tantas vezes utilizámos, quase que de uma forma automática?

Festas de uma alegria cristã, ou de uma vivência pagã e consumista, nesta época em que celebramos o nascimento do Salvador – o nascimento de Cristo que se fez um de nós – para nos fazer viver, com Ele e por Ele, a vida dos filhos de Deus?

O Tempo do Natal dá razão aos nossos votos de “Boas Festas”. Este tempo começa com as I Vésperas do Natal do Senhor e termina com a festa do Baptismo do Senhor. Entretanto temos alguns momentos muito significativos que devem ser objecto da nossa atenção e culto:

·         No primeiro domingo depois do Natal, a Festa da Sagrada Família;

·         No dia 1 de Janeiro – a festa de Santa Maria Mãe de Deus, com a imposição do Santíssimo Nome de Jesus e também Dia Mundial da Paz;

·         A Solenidade da Epifania do Senhor, no domingo entre os dias 2 e 8 de Janeiro (manifestação do Senhor como Deus e Rei universal);

·         No domingo após a Epifania celebramos a festa do Baptismo do Senhor.

Tradicionalmente ainda damos atenção especial ao dia de Reis. Esses, ao contrário do cada vez mais comercial “Pai Natal”, foram a Belém para ver o Menino e oferecer-Lhe ouro, incenso e mirra. Foram os Magos os primeiros a dar o sentido dos presentes de Natal.

Lembramos aqui um artigo de Bruno Horta no jornal Público de 24 de Dezembro último em que se referia que “este ano há menos pessoas a dizer Boas Festas”: Em vésperas do dia de Natal fomos às compras. Nos centros comerciais e nas lojas de rua nota-se bem a ausência das simpatias próprias da quadra: escasseiam "Boas Festas" e "Feliz Natal". A regra é "boa tarde e obrigado". No actual contexto, diz o bispo Torgal Ferreira, as pessoas "perguntam-se se vale a pena fazer a festa". E mesmo quem não tem dificuldades, afirma um psicólogo, acaba por sucumbir ao "massacrante e negativo" discurso da crise.

Na certeza de que somente Deus pode tocar o coração humano e assegurar esperança e paz à humanidade, neste ano que agora começa saibamos dizer "paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc 2,14) e sejamos corajosos em ajudar cada pessoa a trilhar sempre de modo decisivo o caminho da paz na coesão social, com uma atenção particular a quem mais precisa de ajuda.

Sector da Pastoral Familiar
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