O Instituto de Museus e Conservação (IMC) e a Igreja Católica assinaram um protocolo que irá permitir que os bens móveis – que são classificados e que pertencem às dioceses – possam ser estudados, trabalhados, conservados e restaurados.
A partir de agora, sempre que um “parecer técnico” seja necessário, a Igreja recorre a esta instituição estatal. As instituições estatais “não têm meios económicos” para ajudar no estudo e no restauro, mas “têm meios técnicos”, explicou, à Agência Ecclesia, D. Carlos Azevedo, membro da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.
O protocolo de cooperação foi assinado no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, de forma a que a Igreja possa “pôr cobro a tantos atentados contra o património que são feitos ao restaurar peças”, sublinhou D. Carlos Azevedo.
Se as dioceses, irmandades e as diferentes entidades religiosas puderem pedir um parecer técnico – “antes de proceder ao restauro” – seria um modo “eficaz de salvaguardar melhor o património”, acrescentou.
O protocolo agora assinado é uma consequência do caminho feito entre várias entidades estatais e a Igreja Católica. No entanto, recorda D. Carlos Azevedo, o acordo “não vai, infelizmente, por cobro a alguns atentados patrimoniais porque compete ao bispo de cada diocese e ao pároco de cada comunidade vigiar sobre o respectivo património”. Este passo visa o compromisso dos órgãos do Estado, dentro das suas disponibilidades e quando for solicitado, “numa consultoria científica e técnica”.
A Igreja é detentora da maioria do património artístico nacional
O protocolo assinado terá dois anos de vigência e vem culminar um trabalho de décadas. Segundo o director do Instituto de Museus e Conservação, João Brigola, a Igreja é detentora da maioria do património artístico nacional. Este responsável salienta que algumas dioceses têm feito “trabalho na preservação e conservação deste património”, mas “outras só agora estão a despertar” para esta problemática.
A dimensão do protocolo não se esgota apenas na consultadoria técnica. “Há muito mais a fazer, nomeadamente no campo da sensibilização para as boas práticas”. As pessoas que estão no terreno necessitam de tomar contacto “com a nova realidade, as novas técnicas e os bons procedimentos”, aconselhou o director do IMC.
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Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa
Actividades de Outubro
A Arte da Tumularia
7º Itinerário Temático em Igrejas de Lisboa
Coord. António Filipe Pimentel | Paulo Dias
Oportunidade única para conhecer e explorar de perto a especificidade da Arte da Tumular, o presente itinerário pretende traçar um roteiro sobre essa realidade na capital. Na sua 7ª edição, os Itinerários Temáticos em Igrejas de Lisboa constituem uma das ofertas culturais e formativas de maior relevância do Patriarcado de Lisboa. Conduzidos por investigadores de reconhecido mérito, promovem, de modo qualificado, o vasto património histórico e artístico da diocese, transportando os participantes à fruição e observação de obras de arte exemplares.
Com início no Mosteiro de São Vicente de Fora, o programa tem a duração de um dia. Com duas modalidades de frequência, poderá ser efectuado na íntegra ou parcialmente.
PROGRAMA
10h15: Recepção dos participantes (Salão Nobre)
10h30: Abertura
10h45: Tumularia de Lisboa: luzes, sombras e questões, por António Filipe Pimentel
11h45:Intervalo
12h00: Visitas guiadas em S. Vicente de Fora, por Paulo Dias (Panteões dos Bragança e dos Patriarcas, Capela dos Meninos de Palhavã)
13h00: Almoço no Mosteiro de S. Vicente de Fora
14h30: Saída
15h:00: Visita guiada à Sé de Lisboa
16h00: Visita guiada à Igreja de Santa Maria de Belém
17h00: Visita guiada à Basílica da Estrela
17h30: Regresso ao Patriarcado de Lisboa
Iconografia das Ordens
IV Curso Livre de História da Arte Religiosa
Coord. Carlos A. Moreira Azevedo | Sandra Costa Saldanha
Dedicado ao tema da Iconografia das Ordens, o IV Curso Livre de História da Arte Religiosa pretende oferecer uma visão sinóptica sobre a produção, leitura e divulgação da imagem religiosa em Portugal. Assunto que não tem merecido a devida atenção, constitui, face ao vastíssimo espólio que o património eclesial oferece, um exercício de sistematização inédito.
Incidindo num dos aspectos mais significativos da Iconografia Religiosa, reúne um qualificado conjunto de investigadores nacionais, que em muito contribuirão para o conhecimento e valorização de uma tão relevante área de estudos. O curso decorrerá em 8 sessões, entre as 18:00 e as 19:30 h, no Salão Nobre do Mosteiro de São Vicente de Fora.
PROGRAMA
28 Out.: Jesuítas (Maria Cristina Osswald)
4 Nov.: Cistercienses (Nuno Saldanha)
11 Nov.: Beneditinos (Fr. Geraldo Coelho Dias)
18 Nov.: Franciscanos (Victor Teixeira)
25 Nov.: Dominicanos (Victor Teixeira)
2 Dez.: Carmelitas (Ana Paula Correia)
9 Dez.: Agostinhos (Carlos A. Moreira Azevedo)
16 Dez.: Eremitas (Nuno Saldanha)
CENTRO CULTURAL DO PATRIARCADO DE LISBOA
Mosteiro de S. Vicente de Fora
Campo de Santa Clara, 1100-472 Lisboa
Telefone: 218810500
E-mail: ccultural@patriarcado-lisboa.pt
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Nova revista quer estimular trabalho feito ao nível do Património da Igreja
A nova publicação do Secretariado Nacional dos Bens Culturais, intitulada «INVENIRE», deve ser “um meio de comunicação e de estímulo – através dos trabalhos que aqui vão ser publicados – de umas dioceses para as outras”, defende D. Carlos Azevedo.
O Bispo Auxiliar de Lisboa representou a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais no lançamento do número 1 da “Revista de Bens Culturais da Igreja”, que decorreu a 6 de Outubro, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, tendo sublinhado que esta publicação visa divulgar a aposta da Igreja no património.
A «INVENIRE» é uma revista semestral à venda nas livrarias. Os secretariados diocesanos deste sector da Igreja poderão também recolher assinaturas.
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Novo diálogo cultural da Igreja Católica
O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) renovou a sua organização interna através da criação de seis equipas dedicadas à política, arquitectura, cinema, artes plásticas e performativas, literatura e comunicação.
“Até hoje temos trabalhado no geral, mas ganhamos muito ao complementar essa vertente com as diversas contribuições específicas”, explicou ao site do SNPC o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente.
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