Mundo |
Crianças convidadas a rezar no regresso às aulas
<<
1/
>>
Imagem

Através das Missionárias Combonianas, que a Fundação AIS apoia, chegou a história comovente de Teresa, uma refugiada congolesa que teve a grande alegria de voltar a abraçar os seus sete filhos, que julgava mortos.

A família vivia tranquilamente na aldeia de Yakuruku, no Congo: Teresa, o seu marido John Mbapa e os seus sete filhos, Emmanuel de 19 anos, Justina de 18, Joseph de 17, Moisés de 14, Judita de 12, Mary de 10 e Vicky de 4.

Devido aos ataques do Exército de Resistência do Senhor (LRA), quando escurecia iam dormir na floresta. Vicky, a mais pequena, costumava chorar muito durante a noite, por isso, nessa tarde, como havia rumores de que os rebeldes estavam perto, os pais avisaram os filhos para irem para o interior da floresta, enquanto eles ficavam perto de casa, escondidos no meio da vegetação.

Despediram-se, dando um beijo à mais pequenina, e combinaram um sinal: se ouvissem os pais gritar, tinham de fugir o mais depressa possível. A segurança dos mais pequenos foi confiada ao Emmanuel e à Justina.

Ao ouvir os gritos dos pais, Emmanuel pegou na Vicky, que ainda dormia profundamente, e começaram todos a correr para a floresta. Durante o dia, Emmanuel e Justina tentaram, com cuidado, regressar a casa. Encontraram-na vazia, com o interior destruído e queimado, sem sinal dos pais. Esperaram, em vão, durante três dias, que os pais regressassem.

A sua situação estava a piorar, sem comida e sem segurança. Começaram a caminhar em direcção ao Sul, até que, cinco dias depois, chegaram a Nzara. Estavam exaustos e esfomeados.

Emmanuel tinha as pernas inchadas, pois teve de levar a Vicky ao colo durante todo o caminho. Pararam à sombra de uma árvore perto do mercado de Nzara. Uma mulher viu-os e escutou a sua história. Teve pena deles e levou-os para sua casa.

Alguns dias depois, ouviram dizer que as Irmãs Combonianas ajudavam os refugiados, por isso foram ter com elas e foram carinhosamente recebidos.

“Graças a Deus, Teresa pôde voltar a encontrar os filhos. É graças ao apoio de pessoas como vós que temos podido ajudar os refugiados e os deslocados, como estas crianças. Obrigada”, afirmam as Irmãs Missionárias Combonianas de Nzara.

“Infelizmente, muitas crianças sofrem e vivem ameaçadas em várias partes do mundo. Esta realidade inunda de dor os nossos corações, mas convida-nos também à oração. Todos nós podemos rezar o terço em família, com os filhos, os netos, em casa ou na catequese. Juntos devemos orar por todas as crianças privadas do calor de uma família e pelas que sofrem por causa da fome e da miséria, das doenças e das guerras”, sugere a AIS.

A Presidente do Conselho de Administração da Fundação AIS, Catarina Martins de Bettencourt, salienta que “ensinar as nossas crianças a rezar pelas crianças do mundo inteiro é também uma missão nobre que devemos abraçar e promover”.

Aos responsáveis pelos colégios católicos do nosso país, Catarina Martins de Bettencourt pede que “motivem os alunos para apoiar as crianças do Gana através do envio de Bíblias na língua Konkomba ou organizem na escola uma campanha de apoio às Irmãs Combonianas que trabalham no campo de refugiados em Nzara, no Sul do Sudão”.

“Lancem este desafio aos vossos alunos e ficarão surpreendidos com a sua capacidade de mobilização e alegre generosidade”, conclui.



VEM REZAR COMIGO!

Este é o mote da campanha que a Fundação AIS acaba de lançar neste período de regresso às aulas, desafiando os jovens alunos a rezar pelas crianças de todo o mundo.

As mesmas palavras dão título a um livro do Rosário infantil, assinado por Maria Teresa Maia Gonzalez, no qual a autora explica às crianças, de uma forma simples, ao longo de 48 páginas com ilustrações muito bonitas, o que é o terço, porquê rezar, como e quando devem rezar.

Com edição da Fundação AIS e das Edições Paulinas, os direitos do livro “Vem Rezar Comigo!” foram cedidos pela sua autora às Irmãs Clarissas do Desagravo - Mosteiro do Louriçal, que se comprometem a rezar pelas intenções dos benfeitores da AIS durante todo o mês de Outubro, mês do Rosário e das Missões.

Juntamente com este livro, a AIS oferece a possibilidade de adquirir o Terço infantil (azul ou rosa), feito manualmente, com contas coloridas em madeira.

Saiba mais informações em www.fundacao-ais.pt

A OPINIÃO DE
Guilherme d'Oliveira Martins
O périplo africano do Papa Leão XIV constitui no momento atual motivo de séria reflexão, pela importância...
ver [+]

Tony Neves
Aterrei na Cidade do México e, ao sobrevoar, deu para perceber a sua enorme dimensão. Segundo estatísticas,...
ver [+]

Tony Neves
Mértola é uma vila inspiradora e as localidades do município são belas e acolhedoras. Visitei diversas...
ver [+]

Tony Neves
Mértola é uma Vila muito interessante, banhada pelas águas do Guadiana, que transpira história por...
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
EDIÇÕES ANTERIORES