"As pessoas que correm mais riscos são principalmente mulheres e crianças e o Governo parece não conseguir resolver a situação", indica a organização católica, lembrando que mesquitas e igrejas estão abertas para alojar as vítimas.
Numa primeira instância, foi feito o envio de uma primeira ajuda de 15 mil euros para a localidade de Nowshera, que será administrada pelas Missionárias de São Tomé Apóstolo, destinando-se a conseguir mantimentos, alojamento e vestuário para as pessoas atingidas.
O responsável pela Paróquia do Santo Nome, P. Tom Rafferty, explicou que as necessidades na localidade de Nowshera são cada vez mais urgentes, diante da ameaça de várias doenças e do estado cada vez mais crítico da região.
"As inundações foram a causa da perda de muitas vidas e muitas localidades desapareceram. Registam-se grandes prejuízos nas propriedades e nas infra-estruturas", destacou o sacerdote.
O P. Emmanuele Asi, presidente da comissão bíblica de Lahore, defende a necessidade de "agir de forma precisa e rápida" dado que em meados de Outubro começa o frio.
"As ajudas devem ser organizadas em colaboração com organismos locais. Pequenos projectos são muitas vezes mais eficientes do que grandes programas, que frequentemente superam a capacidade logística do Governo", assinala.
Em Quetta, o sacerdote salesiano Peter Zago acolhe milhares de pessoas que fugiram das cheias para a fronteira com o Afeganistão.
Numa carta dirigida à AIS, o religioso diz que a localidade, a salvo das devastadoras inundações, está agora repleta de "famílias na miséria, trazidas em comboios pelo Governo, mas sem qualquer tipo de acompanhamento e ajuda imediata".
Os Salesianos estão a distribuir farinha, óleo, lentilhas, chá e açúcar, mas a resposta é insuficiente, já que muitas famílias "precisam desesperadamente de comida e medicamentos".
O P. Peter Zago explica que o período mais crítico será o próximo mês, esperando-se que depois as famílias possam regressar às suas terras. Nesse sentido, calcula que por 100 euros será possível ajudar um agregado familiar com sete filhos, durante este período. A AIS encaminhou outros 15 mil Euros para este projecto.
A curto prazo haverá novos apoios para ajudar as pessoas a enfrentar o Inverno e mais tarde ajudar a Igreja a reconstruir todas a infra-estruturas afectadas pelas inundações.
Se puder ajudar faça aqui o seu donativo em www.fundacao-ais.pt.
Minorias discriminadas
Mais de 200 mil refugiados cristãos e 150 mil hindus no Sul da província paquistanesa do Punjab estão a ser excluídos das ajudas humanitárias e ainda aguardam uma assistência mínima para sobreviver.
O alarme é lançado pela Caritas e outras ONG's presentes na área, que confirmam a discriminação na distribuição das ajudas, com prejuízo para os refugiados pertencentes a minorias religiosas.
Seiscentos mil refugiados cristãos e hindus na província meridional de Sindh estão a sofrer o mesmo tipo de abandono e exclusão, referem fontes da Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário.
As ajudas, que nesta fase de emergência são insuficientes, são administradas por funcionários do Governo próximos do extremismo islâmico ou por organizações humanitárias muçulmanas que fazem discriminação sistemática na distribuição.
"Os deslocados cristãos são muitas vezes ignorados. A sua sobrevivência está em grande risco", disse um voluntário local.
"Os cristãos deslocados são frequentemente ignorados: não são identificados e registados, propositadamente. De tal forma, são automaticamente excluídos de qualquer assistência médica ou alimentar, porque não existem", diz outra fonte da Fides.
Especialmente no Sul do Punjab, estão activas diversas organizações extremistas islâmicas que estão a aproveitar a tragédia para atingir ainda mais as minorias religiosas.
Muitos destes grupos, ressalta a Fides, improvisaram "organizações caritativas" e registaram-se como ONG's locais, mas o seu trabalho consiste em eliminar os cristãos.
Nazir S. Bhatti, presidente do "Pakistan Christian Congress", disse num comunicado que "o ódio anticristão impede que a ajuda chegue a muitas áreas", e pediu ao Governo "fundos específicos a serem destinados às minorias religiosas".
O presidente da Cáritas do Paquistão, o Bispo Joseph Coutts, diz que "é essencial prestar muita atenção às instituições que se escolhem para enviar fundos", refere a Agência Fides.
De acordo com o prelado, existem "falsas organizações não-governamentais" e associações ligadas a grupos integralistas islâmicos nascidas para "especular e apropriar-se" dos donativos.
Em declarações à AIS, D. Andrew Francis, Bispo de Multan, refere que os cristãos vão em busca de ajuda junto da diocese porque não a encontram noutros locais. Aqui e em Faisalabad, casas para catequistas e igrejas ficaram destruídas.
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