Lisboa |
Vigília de Oração pela saúde do Papa Leão XIV
“O nosso querido Papa Leão, por quem nós hoje rezamos, é aquele que até na sua doença nos solicita uma renovação de vida”
Imagem

Os jovens do Patriarcado de Lisboa promoveram, na noite desta quarta-feira, 14 de outubro, uma Vigília de Oração pela saúde do Papa Leão XIV, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. Presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, a celebração foi marcada por um apelo à comunhão com o Santo Padre e à proximidade com todos os que vivem situações de doença e fragilidade.

Na homilia, a partir da passagem evangélica do Bom Samaritano, o Patriarca D. Rui Valério sublinhou que a oração pelo Papa Leão XIV é também uma oportunidade para renovar a relação com os outros, sobretudo com aqueles que mais precisam de cuidado e proximidade. “Reunimo-nos para orar por ele. Mas sentimos que estamos a orar também com ele. Sentimo-lo presente”, afirmou, referindo-se ao Santo Padre.

Na presença do Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, o Patriarca de Lisboa acrescentou que esta oração é expressão de uma comunhão que ultrapassa a relação com o Papa e abrange todos os que vivem situações de vulnerabilidade: “E nele nós estamos e sentimo-nos verdadeiramente unidos e abertos a todos aqueles que de alguma forma se encontram numa circunstância, numa situação ou num estado de vulnerabilidade, de fragilidade e de doença”.

A partir da pergunta evangélica «Que hei de fazer para possuir a vida eterna?», o Patriarca convidou os fiéis a reconhecerem que o sentido da existência se encontra no serviço e no amor ao próximo. “O sentido da vida está no servir o outro, ir ao seu encontro, fazer-te próximo de cada caído na beira do caminho”, realçou.

 

Papa Leão XIV desafia a uma renovação do olhar

Referindo-se explicitamente ao Papa Leão XIV, D. Rui Valério destacou que a própria situação de doença do Santo Padre interpela os cristãos a renovarem a forma como olham para quem sofre. “O nosso querido Papa Leão, por quem nós hoje rezamos e com quem nós hoje rezamos, é aquele que até na sua doença nos solicita uma renovação de vida, uma maneira nova do nosso olhar para quem é frágil, para quem é débil”, apontou.

O Patriarca relacionou este apelo com a parábola do Bom Samaritano, que não se limita a ver o homem caído, mas se deixa transformar pelo encontro com o seu sofrimento. Para D. Rui Valério, a compaixão implica acolher o outro e reconhecer nele um irmão. “E o cristão, esta não é uma máxima cristã. A máxima cristã é ver para fazer. Ver para fazer. Nunca mais te esqueças”, declarou, contrapondo a atitude cristã à indiferença perante o sofrimento.

Na mesma reflexão, o Patriarca recordou as palavras de Jesus sobre o cuidado dos mais frágeis: «Eu estive doente e tu viestes visitar-me. Eu tive fome e tu destes-me de comer». D. Rui Valério apelou, por isso, a que os fiéis acolham o ensinamento do Papa Leão XIV e se deixem transformar pelo encontro com aqueles que necessitam de ajuda.

“Por isso, meu caro amigo, vou-te pedir que no encalço de tudo o que o Papa Leão nos tem ensinado, nos tem partilhado, nos tem mostrado que nós nos deixemos regenerar por aqueles que encontramos, por aquilo que visualizamos, por aqueles samaritanos que nós somos chamados a ser para todos os homens e para todas as mulheres”, convidou.

O Patriarca concluiu a homilia com um apelo que ligou diretamente a oração pelo Santo Padre à fraternidade: “Rezar pelo Papa Leão e que a nossa oração nos redefina nesta fraternidade com todos aqueles que necessitam da nossa proximidade”.

 

Oração pela Igreja, pelos doentes e pelos profissionais de saúde

Depois da homilia, foi exposto o Santíssimo Sacramento. Os jovens permaneceram ajoelhados em oração e em momentos de silêncio, intercalados com a leitura de excertos de textos do Papa Leão XIV, nomeadamente a Mensagem para o Dia Mundial do Doente de 2026, a Exortação Apostólica ‘Dilexi te’ e a Encíclica ‘Magnifica Humanitas’.

A vigília incluiu ainda preces pelo Papa Leão XIV, para que Deus o acompanhe neste momento de fragilidade, ilumine os médicos que o acompanham e lhe conceda força durante o tratamento e a recuperação.

Os participantes rezaram também pela Igreja universal, pelo Patriarca de Lisboa, pelos sacerdotes, pelos jovens, pelas famílias e por todos os fiéis. A oração estendeu-se a todas as pessoas que vivem a experiência da doença e aos médicos, enfermeiros e restantes profissionais de saúde, pedindo para todos sabedoria, paciência e compaixão.

A iniciativa, promovida pela juventude do Patriarcado de Lisboa, foi aberta a todos os fiéis e procurou manifestar a proximidade da diocese ao Santo Padre, em comunhão com os cristãos que rezam pelo Papa em todo o mundo.

 

“A juventude de Lisboa é a juventude do Papa”

Nas palavras finais, o Patriarca de Lisboa agradeceu a presença e a oração de todos os participantes, sublinhando que a vigília de oração permitiu aprofundar a comunhão com o Papa Leão XIV e com as pessoas que enfrentam situações de fragilidade. “E na pessoa do Santo Padre, do nosso querido Papa Leão, nós tivemos em comunhão com todos os irmãos e irmãs vulneráveis em situação e circunstâncias de fragilidade, seja pela doença, pela pobreza, pela precariedade, pela perseguição”, afirmou D. Rui Valério.

O Patriarca destacou também o papel dos jovens na organização da iniciativa, considerando que a proposta nasceu de uma inspiração do Espírito Santo. “E tal como sucedeu há muitos anos, há 2000 anos, o Espírito Santo dirigiu-se, desta vez não foi a uma jovem de Nazaré, mas foi aos jovens de Lisboa”, declarou. “E por isso, realmente, com toda a propriedade, a juventude de Lisboa é a juventude do Papa”, acrescentou.

O Patriarca manifestou ainda a esperança de que o Santo Padre possa visitar Portugal no futuro, sublinhando a importância de que esteja plenamente restabelecido para essa ocasião. “Vamos rezar também por isso. É que, mesmo assim, não ficando muito distante da Itália, Portugal, o Santo Padre tem que estar completamente restabelecido para nos dar a graça, a honra e a alegria da sua visita e da sua presença”, afirmou.

Após a bênção com o Santíssimo Sacramento, Vigília de Oração pela saúde do Papa Leão XIV terminou junto da imagem de Nossa Senhora de Fátima, com o canto da consagração a Nossa Senhora.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
A OPINIÃO DE
Tony Neves
Leão XIV escreveu a 100ª Mensagem para o Dia Mundial das Missões – que celebramos no próximo...
ver [+]

Tony Neves
O Papa Leão XIV pisou terras francesas, com visitas a Paris, Lourdes e Metz (25 a 28 de setembro)....
ver [+]

Tony Neves
O mundo da Cultura é agridoce, em constante efervescência, sempre a borbulhar, a provocar contínua inquietação.
ver [+]

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Leão XIV não é a continuação de Francisco, nem a ruptura com o pontificado anterior, mas uma nova etapa de uma evolução na continuidade.
ver [+]

Visite a página online
do Patriarcado de Lisboa
EDIÇÕES ANTERIORES