Lisboa |
D. Rui Valério
Patriarca de Lisboa lamenta morte de Fernanda Reis, figura histórica da Pastoral dos Ciganos
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, manifestou profundo pesar pelo falecimento de Fernanda Eugénia Nunes dos Reis, destacando a sua dedicação de várias décadas à Pastoral dos Ciganos na Igreja de Lisboa e o acompanhamento próximo de famílias e crianças da comunidade cigana.

Numa nota de pesar divulgada esta quarta-feira, 14 de outubro, D. Rui Valério sublinha que a vida de Fernanda Reis esteve “inseparavelmente ligada à história da Pastoral dos Ciganos na Igreja de Lisboa”. “Durante décadas, entregou-se a esta missão com uma dedicação sem limites, contribuindo decisivamente para lhe dar consistência pastoral e forma institucional”, afirma o Patriarca, que destaca o contributo da homenageada para a consolidação desta área pastoral.

Para além das estruturas que ajudou a construir, D. Rui Valério realça sobretudo a dimensão humana do seu legado, visível na proximidade às pessoas e no acompanhamento das famílias e das crianças ciganas. “O mais importante do seu legado não se mede apenas pelas estruturas que ajudou a construir. Encontra-se sobretudo nas pessoas de quem se aproximou, nas famílias que acompanhou e, muito particularmente, nas crianças ciganas que a estimavam com a confiança e o afeto reservados a uma mãe”, refere.

O Patriarca de Lisboa descreve o trabalho de Fernanda Reis como “um serviço discreto, perseverante e profundamente evangélico, vivido junto de quem tantas vezes permanece nas margens”.

Na nota, D. Rui Valério associa ainda a sua vida à expressão do Papa Francisco sobre os “santos ao pé da porta”, considerando que a sua dedicação constitui um testemunho de serviço cristão vivido quotidianamente junto dos mais vulneráveis. “A Igreja de Lisboa dá graças a Deus pelo dom da sua vida, pelo seu testemunho e pela sua entrega”, afirma.

A terminar, o Patriarca manifesta a sua proximidade à família e a todos os que partilharam com Fernanda Reis esta missão, assegurando a sua oração e confiando-a “à misericórdia do Senhor e à esperança da Ressurreição”.

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