O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, manifestou pesar pela morte de D. António Vitalino Fernandes Dantas, Bispo Emérito de Beja, ocorrida nesta sexta-feira, dia 9 de outubro, destacando a ligação do prelado à Igreja de Lisboa e o trabalho pastoral desenvolvido ao longo de cerca de duas décadas na região da Grande Lisboa.
“A Igreja de Lisboa guarda dele uma memória profundamente agradecida”, escreveu D. Rui Valério, numa nota na sequência do falecimento do antigo Bispo de Beja, aos 84 anos, no Hospital de Braga. O Patriarca recordou o percurso de D. António Vitalino antes de assumir o ministério episcopal, quando, como sacerdote da Ordem do Carmo, desenvolveu uma intensa atividade pastoral na região da Grande Lisboa. Entre as responsabilidades assumidas, destaca-se a de primeiro pároco de Santo António dos Cavaleiros. “Foi aí, no contacto próximo com as comunidades e com a vida concreta das pessoas, que deixou uma marca de dedicação, disponibilidade e serviço”, sublinhou D. Rui Valério. A ligação ao Patriarcado de Lisboa prosseguiu com a nomeação de D. António Vitalino como Bispo Auxiliar de Lisboa, por São João Paulo II, a 3 de julho de 1996. A ordenação episcopal teve lugar a 29 de setembro do mesmo ano, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos. O prelado exerceu o ministério episcopal em Lisboa até janeiro de 1999, altura em que foi chamado a assumir o serviço da Igreja como Bispo de Beja. “Lisboa recorda, por isso, não apenas um Bispo que aqui exerceu responsabilidades de coordenação e apoio pastoral, mas um homem cuja vida sacerdotal e episcopal esteve durante muitos anos profundamente ligada às nossas comunidades”, escreveu o Patriarca. Na nota, D. Rui Valério manifestou ainda a sua proximidade espiritual à Diocese de Beja, à Ordem do Carmo, aos familiares do falecido e a todos os que partilharam com ele a vida e a missão. “Neste momento, uno-me em oração à Diocese de Beja, à Ordem do Carmo, aos seus familiares e a todos quantos com ele partilharam a vida e a missão”, afirmou. O Patriarca terminou a mensagem dando graças pelo percurso do Bispo Emérito de Beja e confiando-o à misericórdia divina: “Dou graças a Deus pelo bem que realizou, também entre nós, e confio D. António Vitalino à misericórdia do Senhor, na esperança da ressurreição”.![]() |
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