O Serviço de Animação Missionária promoveu, na tarde do passado Domingo, 4 de outubro, em Benfica, o Terço Missionário 2026, uma iniciativa que reuniu a comunidade em oração pelas missões, e deixou uma garantia: “Todo o batizado é missionário”.
Organizada em conjunto com a Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, a iniciativa decorreu em frente ao Centro Comercial Fonte Nova, em Lisboa, com o tema ‘Com Maria em Missão’, e integrou a preparação para o 100.º Dia Mundial das Missões, que será celebrado a 18 de outubro. No início da oração, o diretor do Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa (SAMPL), Padre Albino dos Anjos, salientou o significado do Terço Missionário e a escolha do mês de outubro para esta iniciativa. “O que é o terço missionário? O terço missionário é uma forma de expressão que nós temos em termos marianos, é aquele terço que tem várias cores, em que cada cor corresponde a um continente”, explicou. O sacerdote dos Missionários da Boa Nova recordou depois que outubro é dedicado às missões e que o dia 1 de outubro assinala a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeira das missões. “E reparem, ela só viveu 24 anos. A maior parte da sua vida foi vivida até no convento, mas foi proclamada rainha das missões porque o seu coração era tão grande, tão grande, tão grande que se preocupava com o anúncio do Evangelho e rezava muito por todos os missionários”, lembrou. O Padre Albino dos Anjos destacou ainda a celebração, este ano, do centenário do Dia Mundial das Missões: “No próximo dia 18 de outubro é o Dia Mundial das Missões. Estamos a celebrar 100 anos do Dia Mundial das Missões. Portanto, nós estamos em 2026, quer dizer que o primeiro ano do Dia Mundial das Missões foi em 1926! Nessa altura, o Papa Pio XI proclamou esse dia como um dia de oração”. “E nós hoje estamos aqui para rezar pelas missões”, afirmou, sublinhando que a responsabilidade missionária não está reservada a quem parte para outros países. “Todos nós pelo batismo somos missionários. Todo o batizado é missionário. Tem esta vocação, esta responsabilidade, esta missão de testemunhar Jesus Cristo”, acrescentou. O diretor do SAMPL lembrou ainda que esta missão pode ser vivida em diferentes contextos: “Podemos ser missionários mesmo na nossa família, na nossa paróquia, na nossa comunidade, como podemos ser missionários em outros países”. Uma Igreja de diferentes povos Além da presença de vários grupos da paróquia, incluindo o grupo de jovens , a oração contou também com a presença de missionários e religiosas de diferentes países, realidade que o Padre Albino dos Anjos apresentou como expressão da universalidade da Igreja. “Tem aqui uma irmã, a irmã Feliciana, que é timorense. Uma irmã moçambicana, a irmã Alina, ali estão religiosas de Angola, da Nigéria. Como estão a ver, isto é a Igreja. Uns partem para ir para as missões, outros países vêm para Portugal também para testemunhar a mesma fé”. Na sua intervenção inicial, o sacerdote recordou ainda as dificuldades enfrentadas por alguns missionários. “Estes dias ouvíamos padres sacerdotes consagrados a morrerem por causa do anúncio de Jesus Cristo. A vida missionária às vezes também não é fácil”, alertou. A oração foi confiada a Maria, apresentada como modelo de discípula e missionária. “Nós vamos rezar este terço pedindo à nossa Mãe do Céu, Nossa Senhora, a primeira discípula de Jesus Cristo, dizia o nosso Papa Francisco, para Ela ser estrela da evangelização. Ela que sempre onde vem leva o seu Filho. Ela, sempre missionária desse amor de Deus”, frisou o Padre Albino. “Podemos ser missionários todos os dias” No final do Terço Missionário, o pároco ‘in solidum’ (moderador) da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, Padre Nuno Rosário Fernandes, agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância de acolher a iniciativa na comunidade paroquial: “É com muita alegria que a nossa comunidade aqui acolhe o Serviço de Animação Missionária do nosso Patriarcado de Lisboa, que tem esta iniciativa todos os anos de, numa paróquia da diocese, levar o terço missionário para envolver as comunidades”. Retomando o tema da celebração, ‘Com Maria em Missão’, o pároco apresentou Nossa Senhora como modelo de uma missão vivida através do encontro e do serviço. “Nós temos um exemplo tão belo, tão grande de Nossa Senhora, a primeira missionária, a primeira grande missionária que depois de receber a boa notícia na sua vida, que iria ser a Mãe do Filho de Deus, foi a correr ao encontro de sua prima para lhe levar a boa nova”, afirmou. O Padre Nuno Rosário Fernandes recordou ainda que a dimensão missionária não se limita à missão ‘ad gentes’, mas pode ser assumida no quotidiano. E deixou um desafio aos participantes: “Podemos ser missionários todos os dias. Vivamos sempre com esta perspetiva de procurar fazer com que a minha vida seja vivida sempre em missão”.![]() |
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