O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, na tarde deste sábado, 5 de setembro, na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, à celebração da Profissão Religiosa de oito Irmãs da Aliança de Santa Maria.
Três religiosas – Brittany Allison Culver, Ana Filipe Guarda Felício e Madalena Isabel Pereira Pimentel da Silva – fizeram a Profissão de Votos Perpétuos, enquanto Maria Filomena Brito, Mafalda Martinho, Rute Santos, Carolina Teotónio e Rebeca Oliveira Pereira professaram os Votos Temporários. A celebração ficou ainda marcada pelo Jubileu de 25 anos de uma Irmã da congregação. Na homilia, D. Rui Valério sublinhou que a Profissão Religiosa constitui uma “antecipação” do Reino de Deus e torna visível, já no tempo presente, a vocação de toda a humanidade à comunhão com Deus. Dirigindo-se às religiosas, afirmou que a sua consagração é uma “profecia viva” do destino último da existência humana: “Viver em Deus, de Deus e para Deus”. À luz da imagem bíblica de Cristo como videira e dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência, o Patriarca destacou que a vida consagrada não representa uma diminuição da pessoa, mas uma forma de orientar toda a existência para Deus. “São amor realizado”, afirmou, sublinhando que estes votos exprimem a entrega total da vida ao Senhor. D. Rui Valério relacionou ainda a consagração das religiosas com o exemplo de Maria Santíssima, destacando o seu “sim” como modelo de acolhimento e disponibilidade total para Deus. Em Fátima, onde o Coração Imaculado de Maria se manifestou como “refúgio e caminho para Deus”, convidou as Irmãs da Aliança de Santa Maria a serem, através da sua vida fraterna e comunitária, “protótipo da nova humanidade”. A missão das religiosas foi também apresentada como uma presença de esperança no meio dos “desertos da vida da humanidade”. O Patriarca exortou-as a permanecerem atentas às dores do mundo, acolhendo, reparando e intercedendo, para testemunhar que “a noite gélida do ódio não é definitiva” e que o amor de Deus permanece. Às Irmãs que celebraram o jubileu, D. Rui Valério agradeceu o testemunho de fidelidade ao longo dos anos, recordando que “as irmãs que hoje professam dizem ‘para sempre’; vós mostrais que esse ‘para sempre’ pode atravessar os anos”. No final, o Patriarca convidou as novas professas a entregarem inteiramente a sua vida a Deus, confiando-a às mãos de Maria Santíssima: “Hoje a Igreja alegra-se convosco porque, num mundo onde tantas coisas passam, vós ousais dizer que há um Amor que merece o definitivo”.![]() |
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