O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, manifestou esta quarta-feira “profunda tristeza” pela morte de Eugénio da Fonseca, neste dia12 de agosto, destacando o percurso de décadas dedicado à ação social da Igreja e ao serviço dos mais pobres e vulneráveis.
Numa mensagem divulgada por ocasião do falecimento, o Patriarca de Lisboa descreve Eugénio da Fonseca como uma “figura incontornável da ação social da Igreja em Portugal” e como testemunha de uma caridade entendida como “proximidade, compromisso e defesa da dignidade de cada pessoa”. D. Rui Valério recorda, em particular, a longa responsabilidade de Eugénio da Fonseca na Cáritas Portuguesa, bem como o seu envolvimento no voluntariado e em diversos setores da pastoral social. Para o Patriarca, esse percurso deixou “uma marca profunda na Igreja e na sociedade portuguesa”. “Não se limitou a falar dos pobres: procurou conhecê-los, escutá-los e fazer com que a sua voz fosse ouvida”, afirma D. Rui Valério, salientando a forma como Eugénio da Fonseca encarava a pobreza não como uma realidade inevitável, mas como um desafio à consciência e à responsabilidade coletiva. A intervenção pública de Eugénio da Fonseca, acrescenta, foi marcada pela defesa da justiça social e pela solidariedade, assente na convicção de que o serviço aos mais frágeis está no “próprio coração da fé cristã”. Na mensagem, o Patriarca sublinha ainda a dimensão espiritual desse compromisso. O testemunho de Eugénio da Fonseca, considera, mostra que a caridade é mais do que uma ação concreta: é também “uma forma de olhar o outro e de habitar o mundo”. “Naqueles que sofrem, Eugénio da Fonseca soube reconhecer rostos concretos, histórias concretas, irmãos concretos”, escreve D. Rui Valério, acrescentando que aqueles que encontrou ao longo da sua ação social eram também presença na sua oração. O Patriarca de Lisboa dirige as suas condolências à família e aos amigos de Eugénio da Fonseca, bem como à Cáritas, à Confederação Portuguesa do Voluntariado e a todos os que com ele partilharam anos de serviço e compromisso. Perante a morte, D. Rui Valério deixa também uma mensagem de esperança cristã, recordando que, para os crentes, “a morte não possui a última palavra”. A fé em Cristo ressuscitado, afirma, sustenta a esperança de que “a vida não termina, mas é transformada” e de que todo o bem realizado por amor encontra em Deus a sua plenitude. “Confio Eugénio da Fonseca à misericórdia do Pai, a quem tantas vezes confiou os pobres que encontrou ao longo da vida”, conclui o Patriarca de Lisboa, pedindo que o Senhor o receba na sua paz e lhe conceda “a alegria da Vida eterna”.![]() |
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