D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa, pediu aos médicos católicos europeus para darem “sinais de vida com gestos e atitudes que se baseiam no amor”. A Sé Patriarcal de Lisboa acolheu, na manhã do passado Domingo II da Páscoa, dia 12 de abril, a Eucaristia de encerramento do Encontro-Peregrinação dos médicos católicos da Europa, que teve início em Fátima e incluiu passagens pela Batalha e Nazaré.
No Domingo da Divina Misericórdia, D. Alexandre Palma recordou, na homilia da Missa na Sé, que o Tempo Pascal “é o tempo do reconhecimento da vida, que é mais forte que a morte”, apelando a que os cristãos saibam “dar sinais de vida com gestos e atitudes que se baseiam no amor”. Dirigindo-se também aos participantes internacionais, o prelado sintetizou, em Inglês, os pontos essenciais da Liturgia da Palavra, sublinhando que a Misericórdia “deverá ser o manual de instruções para reconhecermos a nossa vida espiritual” e convidando à passagem “do medo à paz, da vida nova da Páscoa, que vence a vida velha da morte”. “Ao vermos este êxodo a acontecer, é vermos a Páscoa a acontecer”, acrescentou. Alegria que brota do interior A Missa na Sé Patriarcal de Lisboa foi concelebrada por vários sacerdotes, entre os quais o assistente do Núcleo de Lisboa da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, Padre Hugo Gonçalves, com D. Alexandre Palma a alertar ainda para a necessidade de viver a alegria pascal de forma autêntica. “A alegria pascal não seja apenas euforia e entusiasmo, mas uma alegria que venha de dentro, que brote de dentro. Só assim acontecerá paz”, garantiu. Refletindo sobre a figura de São Tomé, o Bispo Auxiliar de Lisboa destacou que a experiência da Páscoa não é individualista, mas comunitária: “Ver a Páscoa, significa estar em comunidade; eu preciso de vós, e vós também precisais uns dos outros para reconhecermos Cristo ressuscitado”. O prelado deixou ainda uma interpelação direta aos fiéis: “Como vejo a vida dos outros? Com que olhar o faço?”, afirmando que apenas quando “tocarmos nas feridas uns dos outros, quando olharmos para os outros com a certeza de que a vida em Cristo vence a morte, também aí, paradoxalmente, é lugar de paz”. Na conclusão da homilia, D. Alexandre Palma lançou um repto concreto: sob a ação do Espírito Santo, levar semanalmente o perdão aos outros, transmitindo paz e alegria e afastando o medo, como continuidade da obra de reconciliação de Cristo. A Missa com os médicos católicos europeus teve ainda a participação do Coro Paroquial da Sé. No final da celebração, no adro da Sé, foi tirada a tradicional ‘foto de família’. Um encontro europeu de fé, reflexão e partilha O Encontro-Peregrinação foi organizado conjuntamente pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses, pela Associação Croata de Médicos Católicos e pela Federação Europeia das Associações Médicas Católicas. Segundo um comunicado da organização, a iniciativa constituiu “uma oportunidade única para aprofundar a fé, debater questões éticas centrais à prática médica atual e fortalecer a comunidade de profissionais católicos de saúde num contexto de oração e fraternidade”. Durante o encontro decorreu ainda um simpósio subordinado ao tema ‘Vida, Consciência e Responsabilidade Médica na Europa Contemporânea’, com sessões dedicadas à reflexão sobre questões como a legalização do suicídio assistido e da eutanásia, o papel dos profissionais de saúde na sociedade democrática e a proteção da saúde procriativa. O programa incluiu também momentos de intercâmbio de experiências e debate entre médicos, académicos, sacerdotes e investigadores de vários países europeus.![]() |
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