Lisboa |
Missa no Dia Diocesano da Saúde
“Cristo é a nossa saúde”
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, na manhã deste Domingo II da Páscoa, 12 de abril, à Eucaristia do Dia Diocesano da Saúde, celebrada na capela do Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e apresentou três “sepulcros” dos quais Cristo ressuscita os seus discípulos e cada pessoa: o medo, a culpa e a desconfiança. A celebração coincidiu com o Domingo da Divina Misericórdia e reuniu doentes, profissionais de saúde, voluntários e fiéis.

Na homilia da celebração, que foi transmitida em direto pela TVI, o Patriarca centrou a sua reflexão no mistério da ressurreição e na misericórdia de Deus, sublinhando que a nova vida não é conquista humana, mas dom divino: “Bendito seja Deus que na sua grande misericórdia nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos. Nós somos ressuscitados. Nós renascemos pela ressurreição de Jesus Cristo”.

Relacionando a celebração com o contexto hospitalar, D. Rui Valério afirmou que Cristo ressuscitado mantém as marcas do sofrimento, agora transformadas. “Este local, este contexto, que é um hospital, sintoniza-nos com Aquele que venceu a morte, ressuscitou, mas que continua a trazer no seu corpo as marcas das suas chagas, do seu sofrimento”, frisou.

 

Três sepulcros

Na explicação do Evangelho, o Patriarca apresentou três “sepulcros” dos quais Cristo ressuscita os seus discípulos – e cada pessoa: o medo, a culpa e a desconfiança.

Sobre o medo, destacou: “O primeiro sepulcro de onde Jesus vai resgatar os discípulos é aquela casa que estava fechada, onde eles estavam com medo. Aquela casa é um símbolo da apatia, do escondimento. Os discípulos estão escondidos porque têm medo, estão paralisados, sentem-se oprimidos, sozinhos, esmagados”.

Perante esta realidade, D. Rui Valério sublinhou a ação de Cristo. “Jesus surge para os ressuscitar através do dom da paz: ‘A paz esteja convosco’. É uma paz que nos penetra o coração, que nos restitui à vida”, salientou.

O segundo sepulcro identificado pelo Patriarca “é o da culpa e da condenação interior, que nós vivemos interiormente, muitas vezes no silêncio”. Alertando para uma mentalidade difundida na sociedade, afirmou: “Há uma perspetiva que leva as pessoas para um sepulcro de culpa: pensarem que tudo o que lhes acontece é uma consequência, um castigo”.

Por isso, deixou um apelo à libertação – “Irmã e irmão, deixa-te ressuscitar desse sepulcro” – e ao perdão: “Só na medida em que se perdoa o outro, é que nós aceitamos ser perdoados. O maior obstáculo somos nós, que não permitimos que o Senhor nos perdoe”.

No terceiro sepulcro, D. Rui Valério evocou a figura de São Tomé. “É a sepultura da desconfiança. Tomé não acreditou no testemunho de uma comunidade de discípulos que lhe diziam: ‘Vimos o Senhor!’”, recordou.

O Patriarca destacou a profundidade dessa atitude, salientando que “não é só a cabeça, é sobretudo o coração que está duro”, e alertou para as suas consequências: “O drama da descrença é que não é só em relação a Deus, é uma descrença que se infiltra também na comunicação e na relação com os outros”.

Apontando o caminho, garantiu: “É curioso como o diálogo e o encontro com o Senhor nos resgata das nossas desconfianças”. Neste sentido, ao concluir a homilia, D. Rui Valério deixou um apelo direto: “Cristo ressuscitou, deixa-te ressuscitar na força dessa vida nova”.

 

“A saúde só acontece com Cristo ressuscitado”

Antes da bênção final, o Patriarca de Lisboa retomou o tema ‘Saúde para todos’, explicando o seu sentido mais profundo: “A própria palavra saúde significa inteiro. E como é que a pessoa realiza esta integralidade do seu ser? Apenas com Cristo, Ele é que é a nossa plenitude, Ele é que é a nossa saúde”.

Num tom missionário, D. Rui Valério concluiu: “Vamos então anunciar que verdadeiramente a saúde só acontece com Cristo ressuscitado. Saúde para todos, porque Cristo é verdadeiramente o nosso Salvador”.

 

Celebração marcada pelo contexto hospitalar

A celebração no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, foi promovida pela Pastoral da Saúde do Patriarcado de Lisboa e ficou ainda marcada pela administração do sacramento da Unção dos Doentes.

Na saudação inicial, o diretor da Pastoral da Saúde do Patriarcado de Lisboa, Padre Jorge Sobreiro, destacou o significado da celebração naquele contexto hospitalar e agradeceu às entidades envolvidas, nomeadamente à administração da ULS [Unidade Local de Saúde] Santa Maria, à Liga dos Amigos do hospital e à Associação de Voluntários Católicos Mateus 25.

O sacerdote sublinhou ainda a presença do Patriarca de Lisboa como sinal de proximidade para com os doentes. “O Senhor Patriarca não deixa de olhar para este mundo da saúde, para este mundo daqueles que mais sofrem e também de estar ao nosso lado a ajudar-nos a caminhar”, garantiu o responsável diocesano pela Pastoral da Saúde.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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