Na Missa Crismal, celebrada a 2 de abril, na Sé Patriarcal de Lisboa, o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, sublinhou que o sacerdócio nasce da iniciativa de Deus e deve ser vivido como serviço ao povo e à unidade da Igreja.
Na homilia, dirigida a bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados e fiéis, o Patriarca recordou as palavras de Jesus na sinagoga de Nazaré: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu e me enviou» (Lc 4,18), afirmando que nelas se revela também a missão dos sacerdotes. Ungidos para servir o povo de Deus No coração da Semana Santa, a Igreja recorda a instituição do sacerdócio e a consagração dos santos óleos. Segundo o Patriarca de Lisboa, esta celebração manifesta uma realidade profunda da vocação sacerdotal. D. Rui Valério afirmou que “a consagração e bênção dos santos óleos que hoje celebramos é mais do que um rito: é o sinal visível de uma realidade invisível e permanente – fomos inseridos na própria missão do Ungido”. O Patriarca destacou ainda que os sacerdotes são chamados a servir especialmente os mais frágeis: “os pobres, os cativos, os corações atribulados, os oprimidos”, numa missão concreta e total. Sacerdócio não nasce de um projeto pessoal Na homilia, o Patriarca de Lisboa insistiu que a vocação sacerdotal não tem origem humana. “A vocação sacerdotal não nasce de uma ideia, nem de um projeto pessoal. Nasce de uma iniciativa divina. Fomos escolhidos, chamados, enviados”, garantiu. Para D. Rui Valério, os sacerdotes são “testemunhas de uma misericórdia que nos precede” e devem agir sempre como ministros da comunhão na Igreja. “Ser ponte, nunca muro” O Patriarca alertou também para os riscos de um sacerdócio vivido de forma autorreferencial. Segundo afirmou, “quando um sacerdote não vive aquilo que celebra, fere o coração da Igreja” e pode obscurecer o rosto de Cristo que é chamado a revelar. Num contexto de divisões sociais e eclesiais, deixou um apelo claro: “Num tempo de fragmentação, de polarização e de divisão, o sacerdote é chamado a ser ponte, nunca muro; vínculo, nunca rutura; comunhão, nunca divisão”. Apelo aos jovens para escutarem a vocação Durante a celebração, os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais. O Patriarca explicou que esse gesto significa regressar à origem da vocação. “Ao renovarmos hoje as promessas sacerdotais, renovamos mais do que palavras: renovamos o nosso coração. Voltamos ao primeiro amor”, afirmou. Na parte final da homilia, D. Rui Valério dirigiu-se diretamente aos jovens, convidando-os a discernir a possibilidade de uma vocação sacerdotal: “Olhai para o vosso coração. Escutai-o em verdade. Colocai-o diante de Deus», disse, acrescentando: «Cristo chama-vos. A Igreja precisa de vós. O mundo tem sede de Deus!”. Concluindo a reflexão, o Patriarca de Lisboa apelou aos sacerdotes para viverem com proximidade e espírito de comunhão. O seu desejo é que os fiéis reconheçam nos padres verdadeiros testemunhos de Cristo. “Que se diga de nós: ali vai um padre – homem de Deus, homem da Igreja, homem para os outros”, pediu. A homilia terminou com uma invocação a Maria, pedindo que os sacerdotes permaneçam na fidelidade e na comunhão, avançando “com alegria e humildade para a Páscoa de Cristo”.![]() |
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