O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à Vigília da Misericórdia na Vigararia de Loures-Odivelas, na noite deste sábado, dia 21 de março, e incentivou os jovens a uma relação “mais próxima” com Cristo, sublinhando a importância de reservar “tempo para Deus” no meio da vida diária.
“Cara irmãs e irmãos, aquilo que eu vos quero convidar é que da mesma forma que aquela sepultura se abriu e a vida entrou e a Palavra de Deus entrou, abre-te a Jesus. Tem tempo para Jesus. Quando e onde tu tiveres tempo para Jesus, tu vais arranjar tempo para tudo o resto, para o jogo, para a família, para os amigos, para a escola, para o estudo. Quem tem tempo e dá tempo a Jesus, arranja tempo para tudo”, garantiu o Patriarca, dirigindo-se de forma particular aos muitos jovens presentes. Na Igreja Paroquial de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, na Ramada, na Vigília da Misericórdia da Vigararia de Loures-Odivelas, D. Rui Valério apelou a um novo começo, sublinhando a confiança divina. “Jesus aproxima-se de ti. Ele vem para trazer a sua misericórdia, o seu perdão. E Ele aposta muito em ti. Ele confia em ti. É o único que te diz: ‘Sai para fora, liberta-te e empreende um outro caminho na tua vida’. Nós vamos ficar-lhe agradecidos por isso e vamos pedir à Virgem Santíssima, que é a nossa Mãe, que nos mantenha sempre próximos de Jesus, que é o nosso Salvador e Mestre”, reforçou. Uma noite para enfrentar a realidade do pecado A celebração na Ramada reuniu fiéis num momento de oração e reflexão centrado na misericórdia de Deus, tema que marcou toda a homilia do Patriarca. Na sua reflexão, D. Rui Valério sublinhou que falar de misericórdia implica reconhecer a realidade do pecado e do mal na vida humana. “Se Deus é misericordioso e te perdoa porque te ama, isso significa que, da nossa parte, existe o pecado”, afirmou. Na presença do pároco da Ramada, Padre Rui Silva, e do diretor do Setor da Pastoral das Vocações, Padre Bernardo Trocado, entre outros sacerdotes, diáconos e seminaristas, o Patriarca destacou que o pecado, embora muitas vezes “invisível”, manifesta-se interiormente como uma “ferida” na alma, comparando-o a um acidente que exige cuidado urgente. “O pecado é como uma ferida, é um derrubo, é um corte”, disse D. Rui Valério, acrescentando que muitas das inquietações e sofrimentos interiores têm origem nessa “dimensão espiritual”. Um apelo à liberdade interior Inspirando-se na passagem evangélica da ressurreição de Lázaro, o Patriarca apresentou aos jovens Cristo como Aquele que vem ao encontro de cada pessoa para a libertar das “sepulturas” interiores. “Cristo apresenta-se como Aquele que te é capaz de tirar da sepultura em que tu estás encravado”, garantiu. D. Rui Valério salientou que essas “sepulturas” podem assumir várias formas, como “o individualismo, a indiferença, o tédio ou a superficialidade”, realçando ainda a necessidade de reconhecer essas realidades na vida quotidiana. Na homilia, houve também espaço para uma interpelação concreta sobre o uso das tecnologias, especialmente do telemóvel. O Patriarca alertou para o risco de dependência: “Aquilo é que manda em ti, não tu naquilo”. Questionando se essa realidade pode ser considerada pecado, respondeu que tudo o que compromete a liberdade, a iniciativa e a relação com os outros afeta profundamente a vida da pessoa. “Isso destrói a nossa eternidade, destrói a nossa liberdade, destrói a nossa capacidade de iniciativa e depois, quando a obsessão é muita, destrói inclusivamente o nosso interesse pelos outros”, advertiu. Neste contexto, recordou o apelo de Jesus – «Sai para fora» – como convite a abandonar tudo aquilo que aprisiona interiormente. Vigília da Misericórdia em 14 igrejas O Patriarcado de Lisboa promoveu a Vigília da Misericórdia para jovens, que decorreu em 14 igrejas da diocese em simultâneo. O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, e os três Bispos Auxiliares, D. Nuno Isidro (no Santuário de Nossa Senhora das Neves, na Serra de Montejunto, com a Vigararia da Lourinhã), D. Alexandre Palma (na Igreja de Santo António, em Moscavide, com as Vigararias Lisboa I, II, III, IV e V) e D. Rui Gouveia (na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Queluz, com a Vigararia da Amadora), participaram neste momento de oração na Quaresma. As Vigílias da Misericórdia foram organizadas de forma vicarial, com o apoio do Serviço da Juventude, da Pastoral Universitária e do Setor de Animação Vocacional do Patriarcado de Lisboa.![]() |
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