D. Rui Gouveia, Bispo Auxiliar de Lisboa, presidiu à Eucaristia na igreja da Casa de Saúde do Telhal, em Mem Martins, por ocasião da memória de São João de Deus, padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos profissionais de saúde, convidando cada um a aprender a “hospitalidade do coração”.
Na saudação inicial da celebração, na manhã deste Domingo III da Quaresma, dia 8 de março, o superior da Casa de Saúde do Telhal, Padre Alberto Mendes, recordou o exemplo do santo português e convidou todos a viver este tempo quaresmal inspirado na sua vida. “Embora liturgicamente a celebração seja transferida para amanhã, não queremos deixar de pedir já hoje por sua intercessão, para que, com o seu exemplo de vida e de hospitalidade, nos ajude a viver esta Quaresma em oração, mas sobretudo com ações concretas de caridade”, afirmou este sacerdote da Ordem Hospitaleira de São João de Deus. “Todos somos pessoas com sede” Na homilia da Missa, que teve transmissão em direto na TVI, D. Rui Gouveia partiu do Evangelho da samaritana para recordar que a busca de sentido atravessa a vida de cada pessoa. “A história da samaritana não é apenas sobre uma mulher do passado, mas sobre cada um de nós. Todos somos pecadores em busca de vida e de algo que nos sacie verdadeiramente”, lembrou. O prelado sublinhou que muitas vezes o ser humano procura saciar essa sede em realidades passageiras: “Voltamos repetidamente ao trabalho, ao consumo, ao comodismo do sofá, à indiferença, às redes sociais, à crítica fácil, à fama ou ao reconhecimento dos outros, esperando sempre que a satisfação que estas coisas nos dão dure perpetuamente. E a verdade é esta: a sede reaparece continuamente”. Por isso, explicou, quando Jesus diz à samaritana «dá-me de beber», está também a fazer uma pergunta a cada pessoa: “Jesus pergunta-nos: ‘De que é que tens sede na tua vida?’”. D. Rui Gouveia recordou ainda que o tema da sede percorre todo o Evangelho segundo São João Evangelista, culminando na cruz. “No auge, na cruz, Jesus diz: ‘Tenho sede’. Jesus tem sede de nós”, afirmou. Citando Madre Teresa de Calcutá, explicou que estas palavras revelam o desejo profundo de Deus pelo ser humano. “Enquanto não souberes no teu íntimo que Jesus tem sede de ti, não podes começar a saber quem Ele é”, alertou. Uma “hospitalidade do coração” Ligando o Evangelho à memória de São João de Deus, o Bispo Auxiliar de Lisboa destacou o testemunho do santo que, após a conversão, dedicou a vida ao cuidado dos doentes. “Jesus quer ser água viva para nós, mas também quer que sejamos fonte de água viva para os outros”, observou. Essa missão concretiza-se na hospitalidade vivida no dia a dia: “Hospedar o outro é dar tempo, presença, atenção, paciência, perdão e paz”. Neste sentido, D. Rui Gouveia convidou todos os presentes a aprender “uma hospitalidade do coração”, reconhecendo em cada pessoa “o rosto de Cristo sofredor e amoroso”. “Que Jesus nos dê da sua água, que é o Espírito Santo, e nos torne fonte de água viva neste mundo que morre de sede e procura ser cuidado e hospedado”, concluiu. Gratidão pelo serviço aos doentes No final da celebração, o assistente espiritual e religioso da Casa de Saúde do Telhal, Fernando d’Oliveira, deu graças a Deus pela missão vivida naquela instituição. “Damos graças a Deus fundamentalmente por cada um dos nossos utentes, que em cada dia nos desafia a ser melhores, mais hospitaleiros e mais misericordiosos”, afirmou. Recordando o exemplo de São João de Deus, acrescentou: “Que com ele possamos cada vez ser melhores servidores e representantes do Evangelho de Jesus”.![]() |
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