O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu, na manhã deste Domingo, dia 8 de fevereiro, à Missa do Dia Diocesano do Doente, por ocasião do XXXIV Dia Mundial do Doente, que se assinala a 11 de fevereiro, e sublinhou o valor insubstituível dos doentes. A celebração teve lugar na capela do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, e foi concelebrada pelo diretor da Pastoral da Saúde do Patriarcado de Lisboa, Padre Jorge Sobreiro. Na homilia, o Patriarca dirigiu-se de modo particular aos doentes, profissionais de saúde, cuidadores e familiares, sublinhando o valor espiritual do sofrimento vivido em comunhão e da proximidade humana como expressão concreta da fé cristã. Partindo do Evangelho, D. Rui Valério afirmou que Jesus não faz apenas um convite, mas uma declaração de identidade aos que sofrem e aos que cuidam: “Vós sois a luz do mundo”. No contexto do hospital, o Patriarca sublinhou que esta luz é condição de vida e esperança: “A luz não é apenas importante; ela é a condição de possibilidade da vida. Onde não há luz, a vida asfixia e o cosmos regressa ao caos”. Recorrendo ao profeta Isaías, explicou que a luz cristã não é uma ideia abstrata, mas um gesto concreto: “A luz cristã é o amor transfigurado em serviço. É uma luz que não brilha para se ver a si própria, mas para revelar a beleza do rosto do outro”. O cuidado como lugar de encontro e santidade Referindo-se aos profissionais de saúde, cuidadores e familiares, o Patriarca destacou a atitude de humildade e reverência perante o doente, evocando São Paulo: “Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza, de temor e de tremor”. Segundo D. Rui Valério, “aquele corpo ferido é o Corpo de Cristo”, e a verdadeira santidade do hospital não se mede apenas pela tecnologia, mas “na decisão voluntária de amar, na coragem de carregar a dor do outro”. Evocando a parábola do Bom Samaritano, recordou que este “não passou ao largo”, mas “parou, deu o seu tempo e tornou-se próximo”. Solidariedade às vítimas das tempestades Na homilia, o Patriarca de Lisboa dirigiu também uma palavra às comunidades afetadas pelas recentes tempestades em Portugal. Reconhecendo as feridas ainda abertas, afirmou ser “imperioso estancar o desânimo” e lutar “contra a tentação de desistir”. “Quando pessoas e comunidades se sentem abandonadas à sua sorte, assistimos a uma falência da solidariedade social e do próprio bem comum”, alertou, apelando a que a solidariedade seja “o óleo do Samaritano derramado sobre as feridas de quem se sente sozinho e desamparado”. “Vós sois o sal da terra” Dirigindo-se de forma especial aos doentes, D. Rui Valério sublinhou o valor insubstituível da sua presença: “Na vossa aparente inatividade, exerceis uma missão altíssima: vós sois o sal que preserva a humanidade da corrupção do egoísmo”. O Patriarca afirmou que os doentes despertam nos outros a verdadeira humanidade e deixou uma mensagem clara: “Se chegardes a pensar que sois um peso, sabei que é precisamente o contrário: sois o sal mais puro”. Concluindo a homilia, D. Rui Valério recordou que a dor unida à de Cristo “não é um abismo, mas um altar”, e que cuidar de um doente é uma ação profundamente eclesial. “Santo Ambrósio dizia que Cristo é a nossa Cabeça e nós os Seus membros. Quando cuidamos de um doente, estamos a acudir à dor da nossa própria Cabeça”, afirmou. A terminar, confiou todos os presentes à intercessão de Maria, Saúde dos Enfermos, pedindo “a arte de sermos próximos, a alegria de sermos sal e a coragem de sermos luz”, até à plenitude da Ressurreição.
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