Lisboa |
Patriarca encerra Visita Pastoral à Vigararia de Oeiras
“Onde há humildade, há futuro”
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu na tarde deste Domingo, 1 de fevereiro, à Missa de encerramento da Visita Pastoral à Vigararia de Oeiras, celebrada no Pavilhão de Celorico Moreira, e convidou as comunidades a relerem o caminho feito à luz do mistério pascal, sublinhando que a verdadeira sabedoria da Igreja nasce da humildade, da gratuidade e da lógica do dom.

Partindo do itinerário de Jesus “da Montanha das Bem-aventuranças ao Monte do Calvário”, o Patriarca recordou que “na Montanha, o Senhor proclama a Magna Carta da nova humanidade; na Cruz, Ele realiza plenamente aquilo que anunciou”. E acrescentou: “A Palavra não fica suspensa no ar: encarna, compromete e entrega-se”.

Ao fazer memória da Visita Pastoral, D. Rui Valério destacou que a Igreja não se avalia apenas pelos seus resultados visíveis ou pelos meios humanos, mas pela fidelidade à sabedoria de Deus, que “escolheu o que é louco aos olhos do mundo para confundir os sábios” (1Cor 1,27). “Aquilo que parece irrelevante segundo os critérios do mundo torna-se decisivo segundo os critérios de Deus”, afirmou.

O Patriarca sublinhou ainda que a bem-aventurança não está no possuir ou no fazer, mas no acolher o dom. “Bem-aventurados não porque acumulais, mas porque recebeis”, frisou, dirigindo-se às comunidades da Vigararia de Oeiras como destinatárias do dom da fé e da presença da Igreja. “A verdadeira riqueza de uma comunidade não está apenas nas suas estruturas, nos seus recursos ou na sua eficiência, mas na proximidade de quem encarna o Cristo vivo no meio do povo”, acrescentou.

Neste contexto, evocou também a dimensão sinodal da vida da Igreja, recordando palavras do Papa Leão XIV: “A sinodalidade é um estilo, uma atitude que nos ajuda a ser Igreja”. Segundo D. Rui Valério, esta dinâmica atravessa toda a vida eclesial – da liturgia à missão – porque “onde a Igreja é verdadeiramente Igreja, aí existe uma dinâmica sinodal”.

A partir da bem-aventurança dos humildes, o Patriarca deixou uma palavra particularmente dirigida à Vigararia de Oeiras: “Vigararia de Oeiras, povo humilde, e por isso mesmo colocado na estrada da santidade, do serviço, da justiça e da paz”. Citando o profeta Sofonias, garantiu: “Onde há humildade, há futuro; onde há humildade, Deus habita”.

D. Rui Valério apelou ainda a uma pastoral marcada pela coragem de ir além da normalidade e pela disponibilidade para uma presença gratuita e próxima. “Precisamos de abraçar o imperativo da inutilidade – perder tempo para escutar, acolher, acompanhar, simplesmente estar com quem nada tem para nos dar em troca”, afirmou, sublinhando que “ser inútil para o mercado é ser essencial para o Reino”.

No final, recordou que o encerramento da Visita Pastoral é, na verdade, um envio missionário. “Fomos feitos para o anúncio”, afirmou, exortando as comunidades a deixarem-se transfigurar pela luz das Bem-aventuranças. “É em Cristo – e só n’Ele – que somos verdadeiramente ricos na nossa pobreza e fortes na nossa fraqueza”, concluiu.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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