O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, deu posse, na tarde desta sexta-feira, dia 16 de janeiro, aos novos órgãos sociais da Federação Solicitude, eleitos para um mandato de quatro anos, e expressou um “infinito obrigado” pela “disponibilidade”.
A sessão decorreu no salão nobre da Cúria Patriarcal, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa. José António Parente, do Centro Social Paroquial de São João das Lampas, foi reeleito presidente da direção da Federação Solicitude – Federação dos Centros Sociais e Paroquiais e Outras Entidades Canónicas de Ação Sócio-Caritativa, Formação, Ensino e Saúde –, na sequência da Assembleia Geral Eleitoral, realizada no passado dia 12 de dezembro, em dois locais: o Centro Pastoral de Torres Vedras e o Centro Social Paroquial de São Vicente de Paulo, no Bairro da Serafina, em Lisboa. Na intervenção que marcou a tomada de posse, o Patriarca começou por dirigir uma palavra de gratidão aos responsáveis eleitos, sublinhando a exigência do serviço assumido. “A primeira palavra é mesmo dirigida a vós e é uma palavra de gratidão. Um infinito obrigado pela disponibilidade e pelo amor com que abraçais este projeto”, afirmou D. Rui Valério, reconhecendo o tempo e a entrega pessoal que o serviço à Federação implica. Na presença de D. Nuno Isidro, Bispo Auxiliar de Lisboa que acompanha a Pastoral Social na diocese, o Patriarca destacou ainda a unidade vivida no seio da Federação Solicitude, considerando-a um sinal da ação de Deus. “A unidade dentro da Igreja não é apenas um projeto humano, é sempre um dom de Deus. E onde ela existe, como existe na Solicitude, isso significa que está a ser conduzida na senda do Evangelho, com o protagonismo do Espírito Santo”, sublinhou. Expressão concreta da doutrina social da Igreja D. Rui Valério realçou o caráter profundamente eclesial da Federação Solicitude, considerando-a uma expressão viva da presença da Igreja na sociedade. “Através de vós, a doutrina social da Igreja deixa de ser apenas documentação escrita e torna-se concreta”, garantiu, salientando que a ação da Federação dá corpo aos valores que orientam a ação social da Igreja. O Patriarca valorizou também o papel da Federação no acompanhamento e salvaguarda da identidade cristã das instituições que a integram, não apenas ao nível jurídico ou organizativo, mas sobretudo ao nível dos princípios evangélicos que sustentam a ação social. Sinodalidade e esperança no contexto atual Referindo-se ao tempo presente, D. Rui Valério enquadrou a tomada de posse no caminho sinodal da Igreja e no horizonte da esperança. “É muito belo que passemos a olhar para o carisma da Solicitude com os olhos da sinodalidade, do caminhar juntos, do fazer juntos, para responder às grandes exigências do presente”, salientou. Num contexto marcado pela polarização social, o Patriarca considerou que a Federação é chamada a ser sinal de unidade e voz daqueles que habitualmente não têm voz: “Quando conjugamos esforços, proveniências e modos diversos de fazer, unidos num único intuito, estamos ao serviço de uma força que quer ser proposta onde normalmente existe vazio e deserto”. Evocando o Jubileu da Esperança recentemente vivido, D. Rui Valério afirmou que a disponibilidade gratuita ao serviço dos outros é, em si mesma, um sinal de esperança. “Enquanto houver homens e mulheres disponíveis para abraçar uma causa apenas pelo motivo de fazer bem a alguém, isso é já um fenómeno de esperança”, referiu, alertando para o risco da indiferença, que considerou “a derrota da humanidade”. “Pode contar connosco”, garante o presidente da Solicitude Em nome dos órgãos sociais empossados, José António Parente assegurou a disponibilidade da Federação Solicitude para caminhar em comunhão com a Igreja diocesana. “Pode contar connosco. Tomámos boa nota deste caminho de unidade, sinodalidade e esperança”, afirmou. O presidente da direção sublinhou o crescimento da Federação e o interesse de novas instituições, incluindo de fora do Patriarcado de Lisboa, considerando-o um sinal da relevância do seu percurso. “Não somos contra ninguém, nem pretendemos substituir ninguém. Somos nós, e essa é a nossa marca”, afirmou, destacando a fidelidade à missão definida nos estatutos e aos princípios da doutrina social da Igreja. José António Parente referiu ainda os desafios nas áreas da formação, ensino e saúde, manifestando disponibilidade para colaborar com outras realidades da Igreja, nomeadamente no contexto das escolas católicas. “Estamos disponíveis para aquilo que for necessário, sobretudo no serviço às pessoas e, em particular, aos mais novos”, concluiu.![]() |
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