Lisboa |
Luz da Paz de Belém 2025
“Deixar tocar pela Luz que é Jesus e irradiá-la”
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A cerimónia regional de partilha da Luz da Paz de Belém teve lugar na noite desta segunda-feira, dia 15 de dezembro, na Igreja dos Pastorinhos, em Alverca, presidida por D. Rui Gouveia, Bispo Auxiliar de Lisboa, que apelou aos escuteiros da Região de Lisboa a deixarem-se tocar pela luz de Cristo e a irradiá-la como sinal de paz nas suas comunidades.

A Luz da Paz de Belém, acesa na gruta da Natividade, em Belém, percorre todos os anos vários países da Europa até chegar a Portugal, sendo depois distribuída pelos agrupamentos escutistas como sinal de paz, fraternidade e esperança. Na cerimónia regional de partilha, D. Rui Gouveia sublinhou o profundo significado simbólico da luz na Sagrada Escritura e na vida cristã. “Quando nós vamos à Sagrada Escritura, à Bíblia, a luz é sempre um elemento que tem a ver com Deus. É sempre um elemento ligado à verdade, ligado à liberdade, ligado ao bem”, afirmou, na homilia.

Na presença de mais de uma centena de agrupamentos de toda a Região de Lisboa, o Bispo Auxiliar de Lisboa, referindo-se à Luz da Paz de Belém, destacou que esta “vem de onde Jesus nasceu e deve iluminar a nossa vida”, recordando que, tal como Jesus, a luz “ilumina, aquece e orienta”.

 

“Deixar-se tocar por esta Luz”

D. Rui Gouveia convidou os escuteiros a acolherem a luz de forma profunda e transformadora, apontando como primeiro verbo essencial “deixar-se tocar por esta Luz”. “Não podemos ficar com uma sensação só à flor da pele. É qualquer coisa que nos deve atingir o nosso todo e toda a nossa existência. Esta luz não fica como o Sol, apenas a tocar-nos por fora, mas é uma luz que deve tocar por dentro, naquilo que eu penso, naquilo que eu falo e naquilo que eu faço”, salientou.

Evocando o significado da vela acesa no dia do Batismo, explicou que essa luz “é uma luz que deve afetar a nossa vida por dentro”, acrescentando: “Jesus quer atingir o nosso centro vital. Jesus quer, na verdade, que nós vivamos a graça que recebemos no nosso Batismo”.

 

“Partilhar esta luz” no quotidiano

Como segundo apelo, o Bispo Auxiliar destacou a missão de irradiar a luz recebida. “Quem se deixa tocar por esta Luz, que é Jesus, não só superficialmente, mas interiormente, é alguém que tem que brilhar para onde quer que passa”, explicou, esclarecendo que não se trata de protagonismo, mas de testemunho cristão vivido com autenticidade.

Recordando o Evangelho, sublinhou que “uma lâmpada que é acesa não pode ser guardada e escondida”, e acrescentou: “Ela tem que brilhar por onde quer que onde quer que esteja. E este mistério desta luz que é acesa, hoje, faz-nos recordar que, pelo Batismo, nós somos chamados a brilhar. Não a irradiar a nossa luz própria. Não é isso que está em causa, mas é irradiar a luz que nós recebemos, que molda a nossa vida, que estrutura a nossa vida, que nos faz ver a vida já não apenas por esta luz deste mundo, mas esta Luz que é Jesus. Hoje, cada agrupamento que leva esta Luz é chamado, de facto, a deixar-se tocar pela verdadeira Luz que é Jesus e é chamado a irradiar esta Luz na sua vida”.

 

Ser construtores da paz

O prelado destacou ainda que irradiar a luz de Cristo se concretiza na construção da paz. “Às vezes nós pensamos que a questão da paz é uma questão entre nações. Não, a paz começa em casa, a paz começa no nosso agrupamento, a paz começa na nossa igreja, na nossa paróquia. A paz passa pela nossa escola, pela nossa universidade, pelo nosso trabalho. Alguém que se deixa tocar por Jesus, é alguém que irradia este grande dom que é a paz”, garantiu.

D. Rui Gouveia concluiu a cerimónia regional de partilha da Luz da Paz de Belém com um apelo: “Que esta Luz da Paz de Belém acenda este forte desejo de também ser luz de paz em todo o lado, em todos os cantos da nossa região. Que Nossa Senhora nos ensine a deixarmo-nos tocar por esta Luz que é Jesus e a irradia-la”.

 

Escutismo em festa pelos 99 anos da Região de Lisboa

No final da cerimónia, o chefe regional de Lisboa do CNE, Carlos Pacheco, destacou o carácter festivo da data, 15 de dezembro, assinalando os 99 anos do escutismo na Região de Lisboa. “Não é a junta regional, nem um dirigente em particular, mas sim todos nós que estamos de parabéns”, afirmou, sublinhando que a região já se prepara para celebrar, em 2026, “os 100 anos de escutismo e os 100 anos que fazemos diferença junto dos nossos jovens e das nossas comunidades”.

A Luz da Paz de Belém seguiu depois para os diversos agrupamentos, chamados a levá-la às paróquias, às famílias e às comunidades como sinal concreto de paz e esperança neste tempo de Natal.

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