Lisboa |
Encontro Vicarial de Catequese
A catequese como caminho, amor e disponibilidade
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Cerca de uma centena de catequistas das 13 paróquias da Vigararia de Oeiras participou, na noite desta sexta-feira, dia 12 de dezembro, num encontro com o Patriarca de Lisboa, na Igreja da Sagrada Família, em Paço de Arcos. “A catequese é um caminho, um mistério de amor e um «faça-se»”, sublinhou D. Rui Valério, no primeiro encontro vicarial da visita pastoral.

No final do momento de oração, com a recitação do Terço, o Patriarca começou por expressar uma palavra de agradecimento aos catequistas pela sua presença e dedicação. “Obrigado, catequistas!”, afirmou, sublinhando a generosidade de um serviço vivido “de uma forma gratuita, numa atitude verdadeiramente admirável de entrega, de doação e de partilha”.

D. Rui Valério destacou ainda que os catequistas são, para muitos catequizandos, mais do que transmissores de conteúdos: “Têm em vós não apenas a catequista, mas um mestre, uma referência, uma companhia, muitas vezes uma mãe ou um pai, um irmão ou uma irmã”.

 

Três palavras

Na sua intervenção, o Patriarca de Lisboa identificou três palavras essenciais para caracterizar a catequese: caminho, amor e «faça-se». Sobre a primeira, explicou que “a catequese é isto: é seguir Cristo, não uma ideia, não teorias abstratas, mas segue-se uma Pessoa”.

Reconhecendo a diversidade das motivações com que muitas crianças e jovens iniciam o percurso catequético, D. Rui Valério sublinhou a importância de um verdadeiro primeiro anúncio: “Hoje em dia, tantas crianças que nos chegam, nós sabemos que mais do que uma catequese, é preciso um kerigma, um primeiro anúncio”.

O objetivo último, afirmou, é que cada catequizando desenvolva uma relação pessoal com Jesus Cristo: “A catequese tem que chegar a este objetivo: que com Cristo haja uma relação de amizade (…) uma espécie de enamoramento para com Ele”.

 

Um conhecimento que gera amor e compromisso

A segunda dimensão apresentada foi a da catequese como “mistério de amor”, que exige um conhecimento profundo, mas nunca apenas intelectual. “Só se ama o que se conhece”, recordou, acrescentando que esse conhecimento deve ser também “afetivo”, para evitar que, no final do percurso, falte uma verdadeira conversão do coração.

A terceira palavra – «faça-se» – foi apresentada como horizonte de toda a caminhada catequética, à imagem de Maria. “Esta palavra, «faça-se», é aquilo que todo catequizando, chegando, enfim, no cume da sua caminhada irá dizer em cada dia da sua vida. A catequese tende a formar almas que, como Maria, digam ao Senhor: «Faça-se em mim segundo a tua palavra»”, afirmou.

 

Um chamamento vivido em Igreja

Dirigindo-se novamente aos catequistas, D. Rui Valério sublinhou a dimensão vocacional deste serviço: “Parabéns, caras e caros catequistas, porque nós fomos escolhidos. Ser catequista é um chamamento, é uma vocação, é um crer de Deus para acompanharmos miúdos, adolescentes, jovens, adultos, cujo horizonte da vida é nada mais e nada menos do que o ser santo, como o Senhor é santo. Um grande bem-haja a todos vós”.

 

Programa e próximos encontros vicariais

O Encontro Vicarial de Catequese teve início com a celebração da Missa, às 19h00, seguida de um jantar de trabalho com a equipa de coordenação da catequese e o assistente vicarial, onde foram apresentadas as realidades das 13 paróquias desta vigararia: Algés, Barcarena, Carnaxide, Cruz Quebrada-Dafundo, Laveiras-Caxias, Linda-a-Velha, Nova Oeiras, Oeiras, Outurela, Paço de Arcos, Porto Salvo, Queijas e São Julião da Barra.

O encontro contou ainda com a presença de D. Alexandre Palma, Bispo Auxiliar de Lisboa, bem como de quatro sacerdotes e três diáconos da vigararia, terminando com um momento de convívio após a oração do Terço.

Até ao encerramento da Visita Pastoral à Vigararia de Oeiras, a 1 de fevereiro de 2026, estão previstos mais quatro encontros vicariais com o Patriarca de Lisboa, dedicados à Pastoral da Família, Pastoral Social, Liturgia e Pastoral Juvenil.

 

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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