Lisboa |
Dia 7 de dezembro
Patriarca apela a uma Igreja de acolhimento e esperança na inauguração da igreja da Várzea de Sintra
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à bênção e inauguração e dedicação da Igreja de Nossa Senhora da Visitação, na Várzea de Sintra, no dia 7 de dezembro, convidando a comunidade a viver este momento como “um verdadeiro advento dentro do Advento” e a assumir o novo templo como sinal de esperança, acolhimento e conversão.

Na homilia do Domingo II do Advento, D. Rui Valério sublinhou que a inauguração de uma igreja representa simultaneamente um ponto de chegada e um novo começo. “Humanamente, é um ponto de chegada: coroam-se esforços, cumprem-se promessas. Mas, diante de Deus, este é sobretudo um começo”, afirmou, recordando que cada templo dedicado ao Senhor é chamado a ser lugar de recomeços, de transformação e de abertura à eternidade.

O Patriarca destacou que a nova igreja será espaço onde muitos concluirão etapas importantes da vida, mas também onde outros encontrarão coragem para iniciar novos caminhos de fé. “Embora esteja plantado no chão da nossa história, este templo aponta para além dela; aqui, o tempo abre-se à eternidade e a vida de cada um pode ser transformada”, referiu, evocando a imagem profética de Isaías do rebento novo que faz nascer um mundo reconciliado.

A partir da segunda leitura, D. Rui Valério insistiu que uma igreja não é apenas um edifício, mas “uma escola de acolhimento”, sinal da hospitalidade infinita de Deus. “Antes de sermos nós a acolher Deus, é Ele que nos acolhe. Antes de sermos nós a visitar Deus, é Deus que nos visita a nós”, afirmou, ligando este dinamismo ao mistério da Visitação de Nossa Senhora, padroeira do novo templo.

Nesse sentido, comparou todas as igrejas à “casa do Pai do filho pródigo”, lugares onde cada pessoa é esperada e acolhida como está. “Aqui, cada pessoa – crente ou hesitante, praticante ou distante – deve sentir ressoar uma palavra silenciosa de Deus: ‘Tu tens lugar na minha casa. Não tens de vir perfeito; vem como estás’”, sublinhou. Ao mesmo tempo, desafiou a comunidade a assumir a responsabilidade de ser uma Igreja de portas e corações abertos, especialmente aos pobres, aos jovens, aos idosos e às famílias feridas.

 

Sinal de esperança

Comentando o Evangelho, o Patriarca recordou a mensagem de João Batista como anúncio de esperança e não de ameaça. A nova igreja, disse, é chamada a ser “um grande sinal de esperança e um lugar de conversão”, lembrando que Deus continua próximo do seu povo e da sua história concreta. “A esperança cristã nunca é uma espera passiva”, advertiu, apelando a que a proximidade de Deus se traduza em gestos concretos de justiça, reconciliação e serviço.

Na parte final da homilia, D. Rui Valério agradeceu de forma particular ao Padre Armindo Reis, bem como ao Padre Jorge Doutor, pelo empenho pastoral e pela forma como conduziram a construção da igreja como um verdadeiro projeto comunitário. Destacou a capacidade de transformar “o eu e o tu num imenso nós”, considerando o novo templo um sinal concreto de uma Igreja sinodal, que caminha e faz caminho em conjunto.

A concluir, o Patriarca desejou que a Igreja de Nossa Senhora da Visitação seja, no coração da Várzea de Sintra, “um farol aceso no Advento da história”, anunciando a todos que “o Senhor vem, está no meio de vós” e convidando a comunidade a caminhar unida à luz de Cristo.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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