Lisboa |
Patriarca ordenou um padre e 13 diáconos
“A vocação só se sustenta na oração, no diálogo íntimo e profundo com Deus”
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No início do Advento, o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, exortou os ordinandos a viverem o ministério “com esperança vigilante e coração disponível”, lembrando que “a vocação é um dom que se sustenta na oração e no serviço ao povo de Deus”. Na celebração de Ordenações, neste Domingo, 30 de novembro, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, o Patriarca ordenou um novo presbítero e 13 diáconos para a diocese.

Na homilia, D. Rui Valério sublinhou o significado espiritual deste Domingo I do Advento, destacando que a liturgia “abre diante de nós um horizonte luminoso – o horizonte da esperança”. Citando o profeta Isaías, lembrou o sonho de paz anunciado nas Escrituras, quando os povos “converterão as espadas em relhas de arado e as lanças em foices”.

O Patriarca reforçou que o Advento recorda à Igreja que “não caminhamos para o vazio, mas para o encontro com Alguém: o Senhor vem”, acrescentando as palavras de São Paulo: “A noite vai adiantada e o dia está próximo”.

 

Vocação: dom e resposta

Dirigindo-se aos 14 ordinandos, D. Rui Valério afirmou que “o Advento é o tempo do chamamento” e que a vocação “não é uma conquista, mas um dom”. Recordou ainda que a ordenação implica deixar Cristo transformar interiormente cada eleito: “A estola, a dalmática e a casula não são apenas ornamentos: são sinais visíveis de uma transformação interior que vos configura a Cristo para sempre”.

O Patriarca sublinhou também o valor da oração: “A vocação só se sustenta na oração, no diálogo íntimo e profundo com Deus. Ninguém é padre ou diácono para si mesmo, mas porque Deus chama e para o serviço do Povo de Deus”.

 

Um ministério aberto a todos

D. Rui Valério destacou que o ministério ordenado nasce no seio da comunidade, mas abre o coração do ministro a todos, incluindo os que vivem longe da fé. “Saboreamos sempre, misteriosamente, a presença daqueles que não estão: os ausentes, os afastados, os que ainda não descobriram o caminho da graça”, salientou.

A missão, explicou, nasce da Eucaristia: “A evangelização não começa depois da Eucaristia: nasce dela. Que cada celebração vos transforme em pão repartido e luz acesa para que todos encontrem o caminho da Casa do Pai”.

 

“Vigiai”: o apelo à missão

Ao citar o Evangelho – “Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor” – o Patriarca afirmou que este apelo “não se trata de medo, mas de amor vigilante”. E enviou os novos ministros a anunciar o Evangelho “com coragem”, a servir e a tratar cada pessoa “como tesouro sagrado”.

D. Rui Valério concluiu apontando a missão que agora se abre aos novos ordenados: “O mundo tem sede de esperança, de paz, de perdão e de sentido”. Lembrou que a ordenação é “uma Páscoa de partida”, e exortou-os a levar a esperança de Cristo “aos pobres, aos feridos, aos indiferentes e aos desencantados”.

O Patriarca pediu a intercessão de Maria, “Mulher do Advento”, e convidou toda a assembleia a caminhar “à luz do Senhor”, sendo “vigilantes, alegres, missionários – ministros da esperança no meio do mundo”.

 

Os 14 ordinandos

Após ter sido ordenado diácono na celebração do passado dia 29 de junho, o diácono Afonso Maria Ataíde Sampaio Soares, antigo aluno do Seminário dos Olivais e atualmente nomeado colaborador da Paróquia da Lourinhã, foi ordenado presbítero na celebração de Ordenações neste Domingo I do Advento.

Foram ainda ordenados, no primeiro grau da Ordem, com ânimo de chegar ao presbiterado, cinco alunos do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais: António da Silva Raimundo - Benedita, João da Rocha Maia - Carnide, Frederico Lourenço de Matos - Portela, Daniel Escudeiro Balhico - São Nicolau e Anderson Antony - Diocese de Trivandrum, Índia.

Do Seminário Diocesano ‘Redemptoris Mater’ Nossa Senhora de Fátima, em Caneças, foram ordenados mais três diáconos com vista ao sacerdócio: Dilson Lazary - Angola, Emmanuel Moretton - Argentina e Santiago Villalôbos - Portugal.

Nesta celebração de Ordenações na Igreja de São Vicente de Fora foram ainda ordenados cinco diáconos permanentes: Eduardo Almeida Simões - Paço de Arcos, Filipe Santos Gonçalves - Monte Abraão, João Santos Pacheco - Santos-o-Velho, José Miguel Leal – Agualva e Lourenço Queiroz Sobreira - São Julião da Barra.

texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Duarte de Mourão Nunes
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