Lisboa |
Mensagem do Patriarca de Lisboa no Advento de 2025
“Um caminho de escuta, de esperança e de caridade”
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, dirigiu uma mensagem ao clero e às comunidades cristãs da diocese, por ocasião do início do Advento de 2025, sublinhando este tempo litúrgico de preparação para o Natal como ocasião privilegiada para renovar a fé, a esperança e o serviço.

No texto, D. Rui Valério começa por recordar que este novo ano litúrgico começa com “uma grande alegria”: as ordenações de um presbítero e de treze diáconos. Para o Patriarca, este acontecimento “não é apenas um acontecimento para alguns; é um sinal dado a toda a Diocese”.

Na mensagem, sublinha que as ordenações recordam à Igreja que “Deus não chama só alguns – chama todos”, convocando cada batizado à comunhão, ao serviço e à entrega da vida. O Advento, afirma, ajuda a Igreja de Lisboa a perceber que “não caminhamos para uma fé de espectadores, mas para uma fé de discípulos que se deixam encontrar, seduzir e enviar pelo Senhor”. Por isso, destaca: “Lisboa entra no Advento como uma diocese que escuta a Voz de Deus e deseja responder: Eis-nos aqui, Senhor. Fá-lo em nós e através de nós”.

 

Um tempo de esperança e recentramento em Cristo

O Patriarca de Lisboa enfatiza o Advento como o tempo da verdadeira esperança cristã, marcada pela proximidade de Deus. “A liturgia repete-nos com insistência: o Senhor vem”, escreve, lembrando que Cristo não chega apenas no fim dos tempos, mas já “vem agora, silenciosamente, humildemente, na Eucaristia, na escuta da Palavra, na caridade fraterna”.

D. Rui Valério apela a um regresso ao essencial da fé, afirmando que “Cristo é o centro da nossa vida” e que o Advento convida a “reordenar prioridades” e a deixar cair “o que é supérfluo para abraçar o que permanece”. A esperança cristã, acrescenta, “não é esperar um futuro incerto – é reconhecer Cristo que caminha connosco”.

 

Solidariedade com povos marcados pela guerra e pela violência

A mensagem denuncia ainda a indiferença face ao sofrimento global e convoca os cristãos à solidariedade ativa. “Vivemos num mundo inquieto, marcado pela violência, pelo insulto fácil, por atentados sistemáticos à dignidade da pessoa humana e à liberdade dos povos”, observa o Patriarca.

Dirigindo o pensamento e a oração às nações feridas pela guerra, D. Rui Valério destaca: “É impossível viver este tempo santo sem recordar a Terra Santa”, evocando também o sofrimento da Ucrânia e dos cristãos perseguidos em várias regiões do mundo, “recordando especialmente os do Sudão e da Nigéria”.

“Rezamos por aqueles que constroem a paz enquanto outros levantam armas”, acrescenta, pedindo que, no coração da humanidade, possa renascer aquele “deserto do Advento – onde Deus nos fala ao coração e nos reconcilia”.

 

Um convite à escuta, à caridade e à vigilância espiritual

No final, o Patriarca de Lisboa dirige um apelo a todas as famílias e comunidades da diocese: “Que cada família, cada comunidade, cada paróquia faça deste tempo um caminho de escuta, de esperança e de caridade. Que ninguém passe ao lado da voz de Deus, que ninguém fique indiferente à dor dos irmãos”.

Entregando o Patriarcado de Lisboa à intercessão de Maria, “Mãe da Esperança e Estrela do Advento”, D. Rui Valério conclui a mensagem desejando que, no Natal, os cristãos possam reconhecer Cristo “não só no Presépio, mas em cada vida, em cada pobre, em cada excluído, em cada ferida do mundo à espera de ser curada pelo amor.”

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