Lisboa |
Patriarca presidiu à Missa do 20.º aniversário da dedicação da igreja
Vinte anos da igreja marcados pela bênção com a relíquia de Santa Beatriz da Silva
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A Igreja de Santa Beatriz da Silva, no Bairro das Amendoeiras, em Marvila, Lisboa, celebrou neste sábado, 1 de novembro, Solenidade de Todos os Santos, o 20.º aniversário da sua dedicação. A Eucaristia foi presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, que, no final da celebração, abençoou a comunidade com o novo relicário contendo uma relíquia de Santa Beatriz da Silva, a primeira santa portuguesa reconhecida pela Igreja.

A relíquia – um fragmento do crânio da santa – foi doada a esta paróquia pelas Monjas de Campo Maior por ocasião da consagração desta igreja, a 1 de novembro de 2005, pelo então Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e esteve, ao longo destes 20 anos, guardada no altar da igreja.

Durante a celebração desta manhã, D. Rui Valério manifestou gratidão pela história e pela fé desta comunidade, destacando “a maravilhosa igreja dedicada à Santa Beatriz da Silva”. O Patriarca afirmou que “hoje é um dia maravilhoso, é um dia de memória, mas é uma memória preenchida e habitada pela gratidão”.

“Celebrar Todos os Santos significa abrir o coração à presença de quem, para nós, foi e continua a ser uma referência na maneira como viver a fidelidade ao Evangelho”, afirmou, acrescentando que os santos “são uma constante interpelação, um permanente desafio acerca daquilo que é a nossa vocação profunda: sermos santos, chamados à santidade”.

 

Janelas para Deus

Na homilia, D. Rui Valério refletiu sobre o significado da santidade e da comunhão dos santos, sublinhando a presença daqueles que, ao longo da vida, foram “janela aberta para Deus e para o amor aos irmãos”.

“Os santos da nossa devoção são aquelas e aqueles que, sobretudo nos momentos de maior debilidade da fé, estão lá. Não apenas para nos incentivar, mas também para dizer por nós: ‘Senhor, eu creio em Vós’”, afirmou o Patriarca. “E o Senhor, olhando à fé desses santos, dirige-se a nós e diz: ‘Vai, continua a construir uma estrada de santidade’”, acrescentou.

 

Relíquia de Santa Beatriz da Silva

No final da Missa, o pároco, Frei Tibério Zílio, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, leu a ‘Declaração de autenticidade e doação da relíquia’, emitida a 22 de outubro de 2005 pela Abadessa do Mosteiro da Imaculada Conceição, em Campo Maior.

Segundo o documento, a relíquia – “um fragmento do próprio crânio de Santa Beatriz da Silva, que se venera desde 1511 no Mosteiro da Puríssima Conceição de Toledo” – destina-se “à digna exposição e à veneração pública de todos os fiéis, especialmente dos devotos de Santa Beatriz da Silva que moram em Lisboa, cidade onde também ela terá vivido por temporadas”.

texto e fotos por Diogo Paiva Brandão
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