A Ilha da Berlenga acolheu este sábado, 21 de junho, a tradicional Festa de São João Batista, uma celebração profundamente enraizada na fé e na cultura marítima da comunidade local. Organizada pela Paróquia de Peniche, a edição deste ano contou com a presença do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, que presidiu às cerimónias religiosas.
O programa teve início de manhã cedo, em Peniche, com a viagem de barco até ao Bairro dos Pescadores, na Ilha da Berlenga, onde o Patriarca presidiu à Eucaristia, destacando, na sua homilia, três dimensões espirituais ligadas ao universo marítimo. Em primeiro lugar, o mar como lugar de comunhão. “Todos trabalham para o mesmo e sabem-se responsáveis uns dos outros. Celebrar o mar é celebrar a união entre as pessoas, que pode fazer surgir aquilo que o ser humano tem de melhor para oferecer”, sublinhou. D. Rui Valério centrou-se depois na figura de São João Batista, padroeiro da ilha, apresentando-o como exemplo de vida aberta a Deus e aos outros: “João Batista aponta para Cristo, e por isso aponta para lá de si próprio. Soube usar as águas como sinal de caminho para Deus, através do batismo de penitência que oferecia”. Por fim, o Patriarca de Lisboa evocou o símbolo da âncora, tão familiar aos homens e mulheres do mar, para destacar a importância da fé como alicerce. “A âncora oferece firmeza, a base sólida que é Deus. Quando Ele é a nossa âncora, não caímos, não ficamos sem sentido para a vida”, garantiu, na celebração a que presidiu, no Bairro dos Pescadores, na Ilha da Berlenga, e que foi concelebrada pelo pároco de Peniche, Padre Ivo Santos. A celebração contou também com a presença de diversas autoridades civis e militares. Da Marinha, marcaram presença o Contra-almirante Fernando Manuel Domingos Vaz, Subdiretor-geral da Autoridade Marítima e 2.º Comandante-geral da Polícia Marítima, bem como o Capitão-de-fragata Nuno Mota Moreira, Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Peniche. Após a Missa, D. Rui Valério visitou as instalações dos pescadores, num gesto de proximidade e apreço pelo trabalho de quem vive do mar. Seguiu-se o almoço e a tradicional procissão no mar, momento carregado de simbolismo para pescadores, visitantes e demais fiéis. A Festa de São João Batista na Berlenga continua a ser um momento privilegiado de encontro entre fé, tradição e cultura marítima, reforçando os laços de uma comunidade que vive profundamente ligada ao oceano.![]() |
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